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1 Introdução

A pesquisa científica é uma das principais ferramentas para a produção de conhecimento. Ela se caracteriza pela busca sistemática de respostas para problemas específicos, utilizando-se de métodos e procedimentos rigorosamente delineados.

Para que um conhecimento possa ser considerado científico, torna-se necessário identificar as operações mentais e técnicas que possibilitam a sua verificação. Em outras palavras, determinar o método que possibilitou chegar a esse conhecimento.

Para isso, torna-se essencial compreender as diversas classificações que podem ser atribuídas à pesquisa, as quais influenciam desde a formulação do problema até a escolha dos métodos de raciocinar acerca do problema, qual será o tipo de abordagem que será realizada em relação ao objeto, como será a coleta e análise de dados.

Este trabalho tem como objetivo apresentar uma síntese das principais classificações de pesquisa, as quais são importantes para a correta estruturação de qualquer projeto de pesquisa, pois definem a natureza, os objetivos, as abordagens e os procedimentos adotados em um estudo científico.

O conhecimento das tipologias de pesquisa é de grande importância para o pesquisador uma vez que o direcionamento correto de seu estudo dependerá da adequada escolha dentre as possibilidades dentro de cada categoria.

2 Classificações da pesquisa

Há diferentes formas de se classificar uma pesquisa, portanto, nesta seção pode-se encontrar as tipologias de pesquisa que são mais frequentemente utilizadas como forma de classificação do método utilizado.

Apesar de frequentemente utilizada na estrutura de projetos de pesquisa, a classificação é uma ferramenta auxiliar ao pesquisador como meio para escolher entre o rol de possibilidades, os tipos de métodos, técnicas e procedimentos que melhor se adequam a sua necessidade.

Neste sentido, o conhecimento da classificação de pesquisa não é um fim em si mesmo, uma vez que o mais importante no que se refere à descrição do método da pesquisa é o detalhamento dos passos que serão realizados (no caso de projetos de pesquisa) ou que foram realizados (em relatórios de pesquisa, artigos, monografias, dissertações e teses).

2.1 Quanto ao método de abordagem do tema

Os métodos de abordagem do tema orientam a forma como o pesquisador trata o problema de pesquisa e esclarecem acerca dos procedimentos lógicos que deverão ser seguidos no processo de investigação científica. São ainda a forma de pensar acerca de um problema. Podem ser classificados em: dedutivo, indutivo, hipotético-dedutivo, dialético e fenomenológico.

– Método Dedutivo: O método dedutivo parte de premissas gerais para chegar a conclusões particulares. Ele utiliza a lógica formal para derivar conclusões a partir de uma teoria ou lei já existente. No dedutivo, a validade das conclusões depende da validade das premissas (Aristóteles, 2010; Popper, 2008). Parte de princípios considerados verdadeiros e indiscutíveis e possibilita chegar a conclusões de maneira puramente formal, isto é, em virtude unicamente da sua lógica. Corrente filosófica racionalista (Descartes, Spinoza, Leibniz).

– Método Indutivo: No método indutivo, o raciocínio parte da observação de casos específicos para a formulação de generalizações ou teorias mais amplas. Ao contrário da dedução, a indução vai do particular para o geral, sendo amplamente utilizada nas ciências naturais (Bacon, 1996; Mill, 1973). O processo de produção do conhecimento é posterior ao trabalho de coleta de dados particulares. Desta forma, o conhecimento é construído a partir da observação de casos concretos suficientemente confirmadores da realidade. O método indutivo é originado na corrente filosófica empirista (Bacon, Hobbes, Locke, Hume). Conhecimento é fundamentado exclusivamente na experiência, sem levar em consideração princípios preestabelecidos.

– Método Hipotético-Dedutivo: Parte-se da formulação de uma hipótese, que é testada empiricamente. Se os dados confirmam a hipótese, ela pode ser aceita; se não, é descartada ou reformulada. É amplamente utilizado nas ciências empíricas (Popper,1972; Hempel, 2002). Enquanto o método dedutivo procura-se a todo custo confirmar a hipótese, no método hipotético-dedutivo procuram-se evidências empíricas para derrubá-la. Quando não se consegue falsear a hipótese, tem-se a corroboração, que não excede o nível do provisório. Assim, a hipótese mostra-se válida (pois superou os testes), mas não definitivamente confirmada, pois poderá surgir um fato que a invalide.

Figura 1 – Processo de produção do conhecimento pelo método hipotético-dedutivo

Fonte: Adaptado de Gil (2021).

– Método Dialético: Proposição moderna do termo dialética fundamenta-se em Hegel. O método dialético baseia-se na interação entre contradições (tese e antítese) que resultam em uma síntese. Ele se concentra na transformação dos fenômenos e nas contradições internas que os movem, sendo amplamente utilizado nas ciências sociais e filosofia (Hegel, 1993; Marx, 1996). A dialética fornece as bases para uma interpretação dinâmica e totalizante da realidade, já que estabelece que os fatos sociais não podem ser entendidos quando considerados isoladamente, abstraídos de suas influências políticas, econômicas, culturais etc.

– Método Fenomenológico: O método fenomenológico busca descrever a essência das experiências vividas pelos indivíduos. Ele parte da percepção e das vivências subjetivas dos sujeitos pesquisados, sem tentar generalizar ou explicar, mas sim compreender o fenômeno do ponto de vista dos participantes (Husserl,2001; Merleau-Ponty, 1945). Considerando a inexistência de planejamento rígido e da não utilização de técnicas estruturadas para a coleta de dados, que caracterizam as ciências fenomenológicas, não há como deixar de admitir o peso da subjetividade na interpretação dos dados. Quando o pesquisador está consciente de seus preconceitos, ele minimiza as possibilidades de deformação da realidade que se dispõe a pesquisar.

2.2 Quanto à Natureza (finalidades da pesquisa)

Quando se trata dos tipos de pesquisa conforme sua natureza, ela pode ser dividida em básica (também chamada de fundamental ou pura) e aplicada.

– Pesquisa Básica (Pura, Fundamental ou Teórica): A pesquisa básica é caracterizada pela investigação dos princípios fundamentais e pelas razões que explicam a ocorrência de determinados eventos, processos ou fenômenos. Tem como objetivo ampliar o conhecimento científico, sem a intenção de resolver problemas práticos imediatos. A pesquisa básica busca criar novas teorias, conceitos e entendimentos (Gil, 2002; Marconi; Lakatos,2003; Prodanov; Freitas, 2013). Busca o progresso da Ciência, por meio do desenvolvimento de conhecimentos científicos sem a preocupação direta com suas aplicações e consequências práticas. Tende a ser bastante formalizado e objetiva a generalização, com vistas na construção de teorias e leis. Ela busca fornecer uma compreensão profunda e sistemática de um problema, o que facilita a formulação de explicações, conclusões científicas e lógicas. Além disso, a pesquisa básica serve como alicerce para outras pesquisas, incluindo as aplicadas.

– Pesquisa Aplicada: Direcionada para a solução de problemas específicos e práticos, aplicando teorias e conhecimentos já existentes. Diferentemente da pesquisa básica, a pesquisa aplicada tem um objetivo prático (Vergara, 2007; Marconi; Lakatos, 2003; Prodanov; Freitas, 2013). Está menos voltada para o desenvolvimento de teorias de valor universal. A característica central da pesquisa aplicada é a sua capacidade de gerar resultados com aplicação imediata, sendo de uso prático para resolver questões concretas. Além disso, a pesquisa aplicada frequentemente apresenta seus resultados em linguagem acessível, facilitando a comunicação com públicos diversos (Cristiane, 2014).

2.3 Quanto à Abordagem

A classificação do método quanto à abordagem refere-se a maneira em que o pesquisador se relacionará com seu objeto de pesquisa, a forma que ele utilizará para entender e interpretar fenômenos, seja por meio dos significados, percepções, sentimentos, intenções etc. seja pela medição e análise estatística de dados. A classificação quanto à abordagem é: pesquisa qualitativa, quantitativa ou mista (quali-quanti). Importante ressaltar que cada tipo fornece possibilidades e limitações. Enquanto uma proposta fornece uma maior possibilidade de aprofundamento das informações, porém com número de objetos de análise mais restritivo devido à complexidade de operacionalização (pesquisa qualitativa), o outro fornece a capacidade de abordar um número superior de objetos, porém com a limitação de tratar o fenômeno com mais superficialidade (pesquisa quantitativa). Um terceiro caminho é a utilização de ambas as abordagens, por meio de uma pesquisa mista.

– Pesquisa Qualitativa: Utilizada para explorar e compreender fenômenos sociais e humanos a partir de uma perspectiva interpretativa e descritiva. Foca em dados não numéricos e nas interpretações subjetivas dos fenômenos (Minayo, 2004; Richardson, 1999; Flick, 2004).

– Pesquisa Quantitativa: Caracteriza-se pela coleta de dados numéricos e sua análise estatística, com o objetivo de identificar padrões, correlações e tendências. É uma abordagem objetiva, que busca generalizar resultados (Babbie,1999; Creswell, 2007).

– Pesquisa Mista (Quali-Quanti): Combina abordagens qualitativas e quantitativas no mesmo estudo, permitindo uma visão mais ampla e integrada do fenômeno investigado (Creswell; Minayo, 1994; Plano Clark,2007; Tashakkori; Teddlie, 2003).

Em resumo:

  • Quantitativa: Dados mensuráveis, análise estatística, objetividade.
  • Qualitativa: Foco em interpretações, significados, e compreensão profunda do fenômeno.
  • Mista: Combinação de ambas para uma abordagem mais completa e integrativa.

2.4 Quanto aos Objetivos (níveis de pesquisa)      

Os tipos de pesquisa segundo seus objetivos podem ser classificadas em pesquisa exploratória, descritiva e explicativa.

– Pesquisa Exploratória: Tem por finalidade proporcionar maior familiaridade com o problema e identificar novas ideias ou hipóteses. Geralmente é utilizada quando o problema de pesquisa é pouco conhecido (Gil; 2002; Vergara, 2007; Prodanov; Freitas, 2013). A pesquisa exploratória tem como principal objetivo explorar novos fenômenos, auxiliando o pesquisador a obter uma compreensão mais clara e aprofundada sobre um determinado tema. Esse tipo de pesquisa é útil para verificar a viabilidade de estudos mais amplos ou para ajudar na definição dos métodos mais adequados para uma investigação futura. Devido à sua natureza investigativa, a pesquisa exploratória possui um enfoque abrangente e, por isso, raramente fornece respostas conclusivas a questões de pesquisa específicas. Em vez disso, seu propósito é identificar os principais problemas e variáveis relevantes que podem ser explorados em pesquisas posteriores ou mesmo em passos posteriores da mesma pesquisa.

– Pesquisa Descritiva: Tem como objetivo descrever as características de um fenômeno ou a composição de uma população, buscando oferecer um retrato detalhado dos elementos observados. Não há interferência nas variáveis, apenas a descrição de suas características (Gil, 2002; Marconi; Lakatos, 2003; Prodanov; Freitas, 2013). Tem como finalidade principal responder a perguntas como “O que é isso?”. Embora não tenha como foco investigar as causas dos fenômenos, ela fornece uma visão clara e estruturada sobre as características observadas, ajudando a esclarecer questionamentos e organizar informações de maneira sistemática (Evêncio et al., 2019). Pode ser utilizada como um dos passos para realizar a pesquisa explicativa.

– Pesquisa Explicativa: Busca explicar as causas de um fenômeno, elucidando as relações entre variáveis. Geralmente envolve experimentos ou estudos mais controlados (Gil, 2002; Vergara, 2007; Prodanov; Freitas, 2013).

2.5 Quanto aos Procedimentos Técnicos

Em se tratando dos tipos de pesquisa segundo os procedimentos, elas podem ser classificadas em Bibliográfica, Documental, Experimental, Levantamento/Survey, Ex-Post-Facto, Estudo de Caso, Participante, Pesquisa-Ação, Etnográfica, Etnometodológica, entre outras (Will, 2012). Portanto não há uma lista exauriente de possibilidades procedimentais de pesquisa.

– Pesquisa Bibliográfica: Baseada em fontes secundárias como livros, artigos e outras publicações científicas. Utiliza material já existente para embasar teoricamente o estudo (Marconi; Lakatos, 2003; Gil, 2002; Prodanov; Freitas, 2013).

– Pesquisa Documental: Faz uso de documentos e registros primários, como relatórios, arquivos e documentos oficiais. Diferente da pesquisa bibliográfica, trabalha com fontes não publicadas amplamente (Gil, 2002, Vergara, 2007; Prodanov; Freitas, 2013).

– Pesquisa Experimental: Envolve a manipulação de variáveis para testar hipóteses, observando o efeito dessas manipulações sobre variáveis dependentes, geralmente em um ambiente controlado (Campbell; Stanley, 1979; Marconi; Lakatos, 2003; Prodanov; Freitas, 2013).

– Pesquisa Ex-Post-Facto: Tipo de investigação que ocorre após os eventos ou fenômenos já terem acontecido, ou seja, o pesquisador examina situações passadas sem realizar manipulação direta das variáveis envolvidas. O objetivo principal dessa pesquisa é analisar relações de causa e efeito, mas, diferente de experimentos tradicionais, o pesquisador não tem controle sobre os fatores que causaram os fenômenos, apenas os observa retrospectivamente. Esse tipo de pesquisa é particularmente útil em situações onde a manipulação das variáveis seria impraticável, antiética ou impossível, como, por exemplo, o estudo de impactos de políticas públicas, traumas psicológicos ou fenômenos sociais de longa duração. A abordagem Ex-Post-Facto trabalha com a observação das consequências de um evento e busca identificar as possíveis causas, analisando as variáveis que poderiam estar relacionadas aos resultados observados. Assim, o pesquisador tenta compreender os fatores que influenciaram o fenômeno e como eles se relacionam entre si.

– Levantamento/Survey: Utiliza a coleta de dados por meio de questionários ou entrevistas, geralmente em amostras representativas de uma população (Babbie,1999; Gil, 2002; Prodanov, Freitas, 2013). O principal objetivo desse tipo de pesquisa é descrever características, opiniões, comportamentos ou atitudes de uma população, ou de uma amostra representativa dela. A pesquisa survey é amplamente empregada nas ciências sociais, na administração, na educação e em áreas afins, sendo especialmente útil quando o pesquisador deseja compreender como um grupo pensa ou age em relação a um determinado tema. Essa técnica de pesquisa é frequentemente usada para obter dados quantitativos, mas pode também incluir perguntas qualitativas, dependendo dos objetivos do estudo. As respostas coletadas são, em geral, padronizadas para facilitar a análise estatística e a comparação entre diferentes grupos ou variáveis.

– Estudo de Caso: Investigação detalhada de um caso ou poucos casos específicos, geralmente escolhidos por sua relevância ou singularidade (Yin, 2001, Stake, 1995; Prodanov; Freitas, 2013).

– Pesquisa Participante: O pesquisador participa diretamente do contexto do estudo, e os sujeitos pesquisados participam ativamente da construção do conhecimento (Prodanov; Freitas, 2013).

– Pesquisa-Ação: A pesquisa-ação é um tipo de investigação participativa em que o pesquisador e os participantes trabalham em conjunto para identificar problemas e desenvolver soluções práticas. O pesquisador não apenas observa, mas também atua diretamente na situação investigada, promovendo mudanças enquanto realiza o estudo. O foco principal está na resolução de problemas reais e imediatos dentro de um contexto específico. Ela busca tanto compreender o fenômeno quanto transformar a realidade investigada, sendo um método altamente colaborativo. Seu objetivo é provocar mudanças e melhorias em uma prática ou situação, sendo muito usada em contextos educacionais, sociais e organizacionais. O conhecimento gerado é aplicado de forma imediata, e os participantes influenciam diretamente o processo de pesquisa.

– Etnográfica: A pesquisa etnográfica é uma metodologia qualitativa que busca compreender profundamente os comportamentos, crenças, costumes e interações de um grupo social ou cultura. O pesquisador se envolve diretamente com o ambiente estudado, observando e, muitas vezes, participando da vida cotidiana dos sujeitos. Seu foco está em explorar a experiência vivida das pessoas dentro de seu contexto cultural ou social. A pesquisa etnográfica se concentra na análise detalhada e contextualizada do grupo estudado, buscando entender suas práticas e significados a partir de suas próprias perspectivas. O objetivo principal da etnografia é interpretar e descrever, de forma detalhada, as interações sociais e culturais, oferecendo uma visão compreensiva e holística sobre o grupo investigado. A etnografia não busca generalizar, mas sim aprofundar a compreensão de um contexto particular.

– Etnometodológica: O termo etnometodologia designa uma corrente da Sociologia norte-americana, que surgiu no final da década de 1960. Seu principal marco foi a publicação do livro de Harold Garfinkel Studies in Ethnomethodology (Estudos sobre Etnometodologia), em 1967. Esse tipo de pesquisa visa compreender como as pessoas constroem ou reconstroem a sua realidade social. A pesquisa etnometodológica é uma abordagem qualitativa que se concentra em como as pessoas constroem e compreendem a realidade social em suas interações cotidianas. Ela busca estudar os métodos e práticas que os indivíduos utilizam para dar sentido ao mundo ao seu redor, focando em como a ordem social é produzida e mantida no dia a dia. O foco está na análise detalhada das interações sociais e nos processos pelos quais as pessoas criam e sustentam significados. A etnometodologia busca entender as regras implícitas e as práticas invisíveis que governam as interações humanas comuns, muitas vezes ignoradas ou naturalizadas. O principal objetivo é desvendar os “métodos” utilizados pelas pessoas para interpretar e organizar suas experiências e interações. A pesquisa etnometodológica não busca generalizar ou quantificar, mas sim revelar os mecanismos sociais que produzem a ordem social em contextos específicos.

2.6 Quanto ao Local de Realização

– Pesquisa de Campo: Realizada no local onde o fenômeno ocorre, permitindo ao pesquisador observar diretamente as variáveis envolvidas (Vergara, 2007; Gil, 2002).

– Pesquisa Laboratorial: Conduzida em ambientes controlados, como laboratórios, onde o pesquisador tem maior controle sobre as variáveis e condições experimentais (Campbell; Stanley, 1979).

2.7 Quanto ao Tempo

– Pesquisa Longitudinal: Acompanha os mesmos indivíduos ou fenômenos ao longo do tempo, com o objetivo de observar mudanças e tendências (Menard, 2002; Tuckman, 1978).

– Pesquisa Transversal: Coleta dados em um único momento no tempo, oferecendo uma visão instantânea da situação estudada (Babbie,1999; Gil, 2002).

3 Conclusão

Com base na análise das diversas classificações de pesquisa apresentadas, fica evidente a importância de uma escolha criteriosa dos métodos e abordagens adequados para cada estudo científico.

As diferentes classificações, como a distinção entre pesquisa qualitativa e quantitativa, ou a separação entre pesquisa básica e aplicada, oferecem ao pesquisador ferramentas para estruturar seu trabalho de maneira sistemática e focada em seus objetivos específicos. A correta definição desses parâmetros garante não apenas a validade do estudo, mas também a sua contribuição para o avanço do conhecimento científico.

Além disso, a escolha do método de abordagem, seja ele dedutivo, indutivo, hipotético-dedutivo, dialético ou fenomenológico, define a forma como o problema será tratado e analisado. Cada método possui suas particularidades e limitações, sendo fundamental que o pesquisador compreenda as implicações de sua escolha, levando em consideração o tipo de fenômeno que deseja investigar e o contexto em que a pesquisa será realizada.

A categorização dos objetivos da pesquisa, em exploratória, descritiva ou explicativa, também desempenha um papel crucial no delineamento da investigação. A clareza quanto aos objetivos permite ao pesquisador definir os melhores procedimentos técnicos, seja por meio de pesquisas bibliográficas, estudos de caso ou experimentos, garantindo uma coleta de dados eficiente e uma análise robusta.

Portanto, o conhecimento das tipologias de pesquisa é importante para qualquer investigador que busca desenvolver um estudo de qualidade. Ao seguir um processo metodológico bem estruturado, o pesquisador não só contribui para a geração de novos conhecimentos, mas também assegura a credibilidade e relevância de seu trabalho na comunidade científica.

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    Como citar este texto

    FARIA. Antônio Hot Pereira de. Introdução à produção de Trabalhos Científicos. CJPol, Brasília/DF. Disponível em: <https://cjpol.com.br/trabalhos_cientifico/pesquisa-cientifica/>. Acesso em: 20/10/2026.