Visando atingir ao que se preconizou, o autor apostou numa articulação da obra em cinco capítulos, dos quais os quatro primeiros tiveram o objetivo de oferecer subsídios para um entendimento de cada temática inerente à pergunta central, nomeadamente: polícia, Desenvolvimento Organizacional, identidade e futuro. O quinto capítulo se consubstanciou no âmago do que se propôs, ou seja: delinear uma Identidade Organizacional para as polícias militares orientada por cenários construídos para 2035.
Dessa forma, para responder ao desafio de como conceber uma identidade viável para o Desenvolvimento Organizacional da polícia a partir dos cenários prospectivos construídos até 2035, procurou-se formatar os capítulos, os quais corresponderam a cada uma das aludidas temáticas, visando delinear uma identidade futura para a Polícia.
O primeiro capítulo versou sobre os sistemas policiais no mundo numa perspectiva comparada com o sistema brasileiro, bem como suas nuances e características. No segundo capítulo foi apresentada uma teorização de Desenvolvimento Organizacional com ênfase nas suas pedras de toque – mudança e ambiente –, tendo a Polícia como referência. O terceiro capítulo se dedicou a desenvolver abordagens que se aproximassem da Identidade Organizacional por meio de definições e conceitos de seus elementos constitutivos: o negócio, a missão, os valores, a visão e a arquitetura estratégica. A Identidade Organizacional pode ser traduzida como uma caracterização sintética que justifique a razão de ser da corporação, bem como o que ela se propõe a fazer. Nas organizações policiais, a identidade se reveste de um caráter diferenciado em face de sua alta densidade cultural, com valores, princípios e crenças próprios das instituições.
O quarto capítulo apresentou os dois cenários prospectivos utilizados como base de sustentação: “Brasil 2035 – cenários para o desenvolvimento” e o “Cenários de Defesa 2020-2039”. O quinto e último capítulo cuidou de elucidar as tendências tanto no contexto internacional quanto no nacional. O objetivo foi conectar essas tendências a uma proposição de identidade de vanguarda que fosse adequada ao ambiente projetado para o longo prazo, intencionando a modernização e o desenvolvimento organizacional das polícias militares. Portanto, com a definição e a delimitação do objeto de análise, bem como do suporte teórico, o autor se fundamentou num prisma interpretativista. Entendeu-se por bem formatar um apêndice contendo uma recolha minuciosa de uma base teórico- -conceitual de aspectos que contribuam para uma melhor compreensão acerca da metodologia da construção de cenários prospectivos, do seu histórico, conceitos; tipologia, técnicas; principais métodos; e do método proposto para aplicação à Polícia.
O tema da presente obra pode ser justificado principalmente com base nos argumentos social e científico. O argumento social ampara-se na complexidade e no papel de destaque do objeto de análise, mais es- pecificamente as polícias militares na sociedade brasileira, que se constituem na mais numerosa força de segurança do país. Suas características as tornam impregnadas no tecido social, multifacetada, multidisciplinar, heterogênea e com uma grande diversidade de serviços em seu portfólio, abrangendo ações preventivas, assistenciais, mediadoras, comunitárias e repressivas, abarcando um negócio que compreende a segurança, a tranquilidade e a salubridade públicas.
Numa instituição dessa envergadura, com destaque no sistema de segurança do país, sua liderança no processo de preservação da ordem pública perpassa pela efetividade de sua identidade que lhe permita transpor mudanças em longo prazo, possibilitando seu progresso e o seu desenvolvimento organizacional com o fito de buscar uma melhoria constante na qualidade da produção de serviços de polícia ostensiva.
Até então, no terreno da relevância social, um dos princípios da “segurança humana” definido pela ONU consiste na cooperação nacional e internacional, visando combinar formas mais eficientes de prevenir o crime, o que vem consolidando no âmbito das relações internacionais a premissa de que a segurança do indivíduo tem prioridade sobre a segurança do Estado. À vista disso, a segurança interna bem como as instituições policiais responsáveis por promovê-la estão a merecer maior atenção dos Estados em suas agendas de políticas públicas.
Quanto ao argumento científico, fundamentou-se o presente tema por aproximar um mote com fontes insuficientes e escassas, além de existir um vácuo na tematização de questões de interesse no domínio das instituições policiais, sobretudo quanto à identidade norteada pelo futuro. Apesar da existência de alguns poucos estudos que tangenciam o âmago do que foi pesquisado neste livro, trata-se de um “campo virgem” a ser desbravado. Portanto, esta obra buscou preencher um espaço vazio na literatura acerca da formulação de identidade orientada por cenários em organizações policiais, constituindo-se como um ponto fundamental para as corporações que almejam constância, desenvolvimento organizacional e vitalidade estratégica ao longo do tempo.
Podem-se caracterizar ao menos cinco importantes constatações que emergiram nesta obra. Quanto ao enquadramento da polícia brasileira à tipologia de modelos policiais, ela está dentro do padrão geral dos modelos existentes, mas destoa quanto ao ciclo bipartido e quanto à natureza militar não subordinada ao governo central, pois provavelmente é a única polícia militar não federalizada do mundo. Outra constatação é relativa ao Desenvolvimento Organizacional, que, além de teoria e técnica gerencial, revelou-se um tema transversal, multidimensional e multidisciplinar, cujos princípios constituídos pelo binômio “mudança e ambiente” são também tratados em várias outras teorias de pelo menos duas ciências – a Administração e as Relações Internacionais.
O terceiro ponto a exaltar é a existência de forte relação entre identidade, Desenvolvimento Organizacional, mudança, ambiente e estratégia, terminologias muito tratadas nesta obra. Enquanto a “mudança e o ambiente” são fontes para construção da identidade e premissas do Desenvolvimento Organizacional, a identidade é o ponto de partida para o Desenvolvimento Organizacional, bem como para a formulação da estratégia.
Outro aspecto que ficou patente nesta obra foi a classificação da Polícia quanto à tipologia dos ambientes organizacionais, pois ela atua em ambientes integrados, instáveis, complexos e perturbado-reativos, com destaque para o seu habitat hostil, caracterizado pelas especificidades do seu papel. A hostilidade é decorrente da imagem “repressora” que a Polícia carrega em face de suas características muito peculiares, diferenciando-a das demais instituições, pois atua em ações coercitivas, de proibições, de fiscalizações, de repressões e de restrição da liberdade. Apesar de sua atuação ser prioritariamente preventiva por meio de ações comunitárias, assistenciais e de mediação de conflitos, a Polícia é rotulada, infelizmente demasiadas vezes, muito mais pelas ações “antipáticas” do que pelas “simpáticas”. Por essa razão seu esforço deve ser maior para se proteger das ameaças e aproveitar as oportunidades oferecidas pelo ambiente. Como a Polícia atua em ambiente habitualmente hostil, existe presunção de um déficit de imagem institucional, questão que deve ser considerada tanto na construção de sua identidade quanto no seu processo de Desenvolvi- mento Organizacional.
E, como última constatação, as tendências reveladas por cenários construídos técnica, científica e metodologicamente nas esferas internacional e nacional foram susceptíveis de interpretação e apreciação para o delineamento de uma nova identidade para a Polícia. Em apertada síntese, seguem as tendências de maior relevo para a segurança interna: a população mundial tende a ser mais velha, mais numerosa, mais tecnológica e residente nas grandes cidades, com o aumento do número de megacidades; aumento do desemprego e do subemprego; urbanização sem planejamento propiciando a proliferação dos bolsões de pobreza nos países em desenvolvimento; lentidão na redução da pobreza e da desigualdade; ocorrência de crises humanitárias pressionando o surgimento de guerras civis; manutenção do crime organizado e da insegurança pública na América do Sul e na África impulsionada pela desigualdade social; e aumento da pressão social por serviços públicos de qualidade.
Especificamente no Brasil, evidenciaram-se as seguintes tendências: aumento da expectativa de vida; aumento da exigência por serviços públicos de qualidade; população com maior grau de escolaridade, mais produtiva, pertencente a famílias menores, com mais acesso à informação, mais cônscia de seus direitos, mais digital, mais consciente quanto ao meio ambiente e mais tolerante quanto à diversidade social e cultural; aumento da participação e da fiscalização social pressionando a gestão pública; o tripé informação, mobilização e transparência; aumento da criminalidade e dos bolsões de pobreza; interiorização da violência; manutenção da desigualdade e da insegurança pública; manutenção do tráfico internacional de drogas; manutenção das condições que favorecem o ingresso de jovens na criminalidade; arrefecimento dos homicídios em face das alterações demográficas; fortalecimento e crescimento das organizações criminosas; manutenção da precariedade da infraestrutura urbana; manutenção das condições favoráveis ao crime, como, por exemplo, a desigualdade social e a ocupação desordenada do solo, ensejando a proliferação de aglomerados; ausência de investimentos do setor público em infraestrutura; manutenção da precariedade da infraestrutura urbana; e déficit público.
No âmbito global, a tecnologia provocará alterações científicas de forma multidisciplinar e cada vez mais integrada à segurança; as TICs promoverão a expansão do contato policial com as pessoas por meio da utilização de plataformas online; os atendentes virtuais analisarão as solicitações do público com tamanha presteza e eficiência, a ponto de substituir o atendimento humano; haverá redução do efetivo policial, com extinção de departamentos de polícia; haverá aplicação da robótica em substituição às atividades humanas com a diminuição de riscos às forças de segurança; crescente tendência dos investimentos em inteligência artificial, sobretudo para maior acessibilidade aos dispositivos que permitam controlar a segurança; aumento da digitalização no serviço público; influência da tecnologia nas práticas de segurança e defesa, impulsionando a Polícia para alternativas de prestação de serviços com menos efetivo e mais inovação e tecnologia.
Ainda no âmbito das tendências globais, destaca-se a insegurança sanitária, episódio prospectado em 2017 e que se tornou realidade já na virada de 2019/2020, provocando impactos rápidos e profundos tanto na saúde pública quanto na economia em escala global (Brasil, 2017). O enorme e crescente trânsito de pessoas pelo mundo com fronteiras cada vez mais imprecisas tende a aumentar a exposição de doenças com possibilidades de novas pandemias, provocando, assim, o colapso no sistema de saúde e a recessão econômica. A insegurança sanitária é tópico de interesse direto com o objeto de análise no presente livro, pois, como já fora constatado, a “preservação da salubridade pública” faz parte da Identidade Organizacional das polícias militares, por meio do core business e da missão proposta.
Não menos importante, mas com impacto secundário na segurança pública no Brasil, seguem as tendências associadas à geopolítica, defesa e relações internacionais, quais sejam: manutenção da liderança americana, mas com o reconhecimento do próprio governo de seu declínio; a China como a maior economia do mundo, aumentando, assim, sua influência; a aproximação cada vez maior de China-Rússia; o reconhecimento americano da existência dos rogue states (Irã, Coreia do Norte, grupos terroristas etc.); a maior possibilidade de conflito na região da Ásia-Pacífico; a manutenção da instabilidade do Oriente Médio; a dificuldade de recomposição do Iraque e da Síria; o Irã nuclearizado permanecendo como ponto em aberto na escalada de tensão entre sunitas e xiitas; o hemisfério sul como palco de influência da China e da Rússia; e a tendência aos domínios globais comuns (oceanos, espaços aéreos, es- paços cibernéticos). As guerras serão cada vez mais tecnológicas; haverá maior difusão de tecnologias e desenvolvimento de armas; maior utilização de artefatos remotamente controlados; atualização das doutrinas de emprego militar; conflitos mais assimétricos e híbridos; e o arrefecimento e a mudança de perfil do terrorismo. Como pode ser observado, a nova ordem mundial ruma para contornos de uma tripolaridade entre Estados Unidos, China e Rússia, ou para uma multipolaridade com a inserção da União Europeia.
A título de contribuições, embora o objeto de estudo tenha sido delimitado à “polícia de rua” brasileira, as constatações e conclusões podem ser estendidas para outras corporações policiais no mundo, mesmo porque o “ser policial” possui uma cultura universal e não possui fronteiras (Skolnick, 1996; Wood, Davis & Rouse, 2004). Nesse diapasão, urge a necessidade de uma reflexão por parte de governantes e chefes de polícia de que há espaço para tornar as instituições policiais mais preparadas para os desafios do porvir, tornando-as mais efetivas e modernas por meio de uma identidade alinhada com o futuro.
Como primeiro contributo desta obra tem-se a proposição de uma nova metodologia utilizada para a formulação de Identidade Organizacional baseada em cenários. O Core business foi proposto quase que exclusivamente com base numa análise constitucional em face da inexistência de previsão de mudanças nos cenários prospectados. O negócio está intimamente vinculado à atribuição legal da Polícia Militar, enquanto a missão pode detalhar necessidades a serem atendidas, e serviços e competências como habilidades diferenciais em relação às outras.
Quanto ao enunciado da missão, o step by step foi constituído por três passos. O primeiro foi responder a cinco questões baseando- -se nas tendências dos cenários; o segundo passo foi identificar o verbo mais adequado para a composição frásica da missão, utilizando-se como referência a corporação-amostra da pesquisa (a PMMG) e mais outras instituições abordadas no livro; e o terceiro e último passo consistiu na formulação frásica do enunciado. O primeiro passo se revestiu de maior grau de complexidade, tendo em vista seu caráter analítico e interpretativo. Foi necessário buscar nos cenários prospectivos respostas para cinco questões previamente formuladas, para em seguida interpretá-las. As cinco questões foram baseadas no modelo Real Management Model, defendidas pelo autor como essenciais para uma construção sólida e coerente do enunciado da missão.
No que se refere aos fundamentos axiológicos, a metodologia uti- lizada foi bem similar, tendo como ponto de partida as análises retrospectivas dos valores e da visão da corporação de referência, e comparativas com as das corporações policiais abordadas, sendo em seguida atualiza- das com as tendências dos cenários.
Relativamente à arquitetura estratégica, os objetivos foram concebidos nas áreas do BSC (sociedade, finanças, processos internos, aprendizagem e crescimento) com base na interpretação das tendências e no alinhamento com o negócio, a missão e a visão.
Como segundo e principal contributo deste trabalho, o autor propõe uma identidade prospectiva para as polícias militares por meio de novos negócio, missão, valores, visão e arquitetura estratégica. O negócio como a preservação da ordem pública e a missão como liderar o processo de preservação da ordem pública, quanto à segurança, à tranquilidade e à salubridade públicas, por meio de ações preventivas de polícia ostensiva, com profissionalismo, parcerias e respeito à dignidade humana.
Quanto aos fundamentos axiológicos, os valores da ideologia central foram “a disciplina, a hierarquia, o respeito, a honra e a coragem”. Já os valores adjacentes identificados foram “o conhecimento, a inovação, a transparência e a participação”. No tocante à visão, ela foi definida como sermos reconhecidos pela liderança no processo de preservação da ordem pública e excelência na produção de serviços de polícia ostensiva.
No que diz respeito à arquitetura estratégica, ela foi construída por meio de objetivos estratégicos nas áreas do BSC, baseando-se nos itens da identidade até aqui formulados, como o negócio, a missão, os valores e a visão, bem como nas tendências dos cenários, ocasião em que houve um esforço analítico e interpretativo por parte do autor, no sentido de identificar as respostas que as tendências exigirão até 2035.
No grupo “sociedade” foram identificados os seguintes objetivos: liderar as ações de prevenção da criminalidade e da violência; viabilizar medidas de geração de sensação de segurança; melhorar a qualidade dos serviços de polícia ostensiva; ampliar a participação social por meio de parcerias e cooperações; e aperfeiçoar a atuação policial conforme a filosofia dos direitos humanos. Em relação ao grupo de “finanças”, foram formula- dos três objetivos: implantar a gestão de custos, melhorar a qualidade do gasto público e buscar oportunidades alternativas de captação de recursos financeiros por meio de apresentação de projetos.
No tocante ao grupo de “processos internos” foram identificados os seguintes objetivos: maximizar a tecnologia nas atividades de polícia ostensiva, com menor emprego possível do policial, por meio do uso da inteligência artificial e da robótica; implantar programa de qualidade da gestão; potencializar a gestão da qualidade nas atividades de polícia ostensiva; empregar a inteligência artificial nas atividades administrativas; implantar a gestão por processos; implantar mecanismos de maior transparência das atividades e da divulgação das informações; fomentar projetos de polícia comunitária voltados para os jovens; fortalecer atividades preventivas de degradação ambiental; aperfeiçoar os mecanismos de inteligência de segurança pública voltadas para o combate do crime organizado, bem como do tráfico de drogas; aperfeiçoar a filosofia de direitos humanos na atividade policial; e potencializar o combate da criminalidade nas cidades do interior.
Na área de “aprendizagem e crescimento” os objetivos delineados foram os seguintes: promover o bem-estar e a qualidade de vida do policial e de sua família por meio da manutenção das prerrogativas e dos direitos dos servidores; desenvolver os servidores através da gestão do conhecimento; implantar a gestão da inovação mediante a valorização da criatividade; potencializar o desempenho por meio da gestão por competência.
Ao propor o delineamento de uma Identidade Organizacional moderna para a Polícia, o autor esbarrou em pelo menos duas limitações nos eixos de tempo e espaço. Quanto ao aspecto do tempo, a presente pesquisa delimitou um recorte temporal baseado em cenários futuros e, embora os cenários tenham sido construídos cientificamente com metodologia e utilização de reconhecidas ferramentas e técnicas, vale ressaltar que o futuro ainda está por ocorrer. As denominadas rupturas, descontinuidades, cisnes negros[1], dentre outros termos, podem apresentar surpresas alterando o rumo dos acontecimentos, ou comprometendo as tendências. Assim sendo, os cenários carecerão de atualizações e revisões com o passar do tempo, pois a grande vantagem deles constitui-se em reduzir incertezas e não garantir uma projeção linear do futuro.
Quanto ao aspecto de espaço, o autor circunscreveu às polícias militares brasileiras, e como o país é muito extenso com dimensões continentais, sendo o quinto maior do mundo[2] e com desequilíbrio de desenvolvimento regional[3], é natural que tal desequilíbrio também fosse estendido para o âmbito das corporações policiais, havendo desnível de desenvolvimento organizacional entre elas. Por essa razão, a identidade proposta é limitada a uma referência sujeita a adaptações no que for pertinente, e não a um padrão de rigidez.
O negócio, a missão e os valores tendem a não sofrer muita variação nas corporações, mas a visão e a arquitetura estratégica são mais sensíveis ao nível de maturidade institucional e, consequentemente, ao nível de ambição de cada corporação.
Portanto, o pressuposto de que a configuração de uma identidade referencial para as polícias militares pode ser construída com base na interpretação das tendências nos âmbitos internacional e nacional apresentadas em cenários prospectivos está cabalmente validado.
Embora as tendências estejam numa trajetória bem consolidada, permitindo um balizamento de forma segura para proposição de uma Identidade Organizacional para os próximos 12 anos, o mundo VUCA em vigor, permeado por volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade, remete-nos a um ambiente global com possibilidades de infortúnios, e por essa razão novos estudos devem ser encetados para atualização dos cenários e suas tendências.
O autor pretendeu interligar temáticas importantes e já muito estudadas isoladamente pela ciência, mas sem conexão entre elas, como a Polícia, sua identidade, seu desenvolvimento organizacional e seu futuro. Dessa forma, sugere-se também que essa questão seja tematizada com um olhar mais acurado tanto na esfera acadêmica, visando elucidar novas contribuições, quanto no âmbito político, por meio de políticas públicas mais adequadas e consentâneas com a modernidade.
Enfm, a presente pesquisa delineou em bases gerais, uma identidade prospectiva para a instituição policial militar, alinhada com as tendências de cenários até 2035, tornando-a mais preparada para explorar as oportunidades e se defender das ameaças em ambientes cada vez mais voláteis, incertos, complexos e ambíguos. Por conseguinte, a área de desenvolvimento organizacional precisa ser priorizada e reconhecida como a guardiã da saúde estratégica, gerencial e do futuro da corporação.
[1] São eventos futuros considerados de baixa probabilidade e alto impacto (ESG, 2021, p. 111).
[2] Disponível em: https://www.maioresemelhores.com/maiores-paises-do-mundo/. Acesso em: 24 ago. 2021.
[3] O centro de gravidade – Região Sudeste (integrada pelos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo) concentra grande parte da economia, da tecnologia, da inovação etc. (Brasil, 2017).
