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SUSPEIÇÃO E IMPEDIMENTO

Código de Processo Penal MilitarCódigo de Processo Penal Comum
Impedimento para exercer a jurisdição 

Art. 37. O juiz não poderá exercer jurisdição no processo em que:

a) como advogado ou defensor, órgão do Ministério Público, autoridade policial, auxiliar de justiça ou perito, tiver funcionado seu cônjuge, ou parente consanguíneo ou afim até o terceiro grau inclusive;

b) ele próprio houver desempenhado qualquer dessas funções ou servido como testemunha;

c) tiver funcionado como juiz de outra instância, pronunciando-se, de fato ou de direito, sobre a questão;

d) ele próprio ou seu cônjuge, ou parente consanguíneo ou afim, até o terceiro grau inclusive, for parte ou diretamente     interessado.

Art. 252.  O juiz não poderá exercer jurisdição no processo em que:

I – tiver funcionado seu cônjuge ou parente, consanguíneo ou afim, em linha reta ou colateral até o terceiro grau, inclusive, como defensor ou advogado, órgão do Ministério Público, autoridade policial, auxiliar da justiça ou perito;

II – ele próprio houver desempenhado qualquer dessas funções ou servido como testemunha;

III – tiver funcionado como juiz de outra instância, pronunciando-se, de fato ou de direito, sobre a questão;

IV – ele próprio ou seu cônjuge ou parente, consanguíneo ou afim em linha reta ou colateral até o terceiro grau, inclusive, for parte ou diretamente interessado no feito.

 

Casos de suspeição do juiz

 Art. 38. O juiz dar-se-á por suspeito e, se o não fizer, poderá ser recusado por qualquer das partes:

a) se fôr amigo íntimo ou inimigo de qualquer delas;

b) se ele, seu cônjuge, ascendente ou descendente, de um ou de outro, estiver respondendo a processo por fato análogo, sôbre cujo caráter criminoso haja controvérsia;

c) se êle, seu cônjuge, ou parente, consangüíneo ou afim até o segundo grau inclusive, sustentar demanda ou responder a processo que tenha de ser julgado por qualquer das partes;

d) se êle, seu cônjuge, ou parente, a que alude a alínea anterior, sustentar demanda contra qualquer das partes ou tiver sido procurador de qualquer delas;

e) se tiver dado parte oficial do crime;

f) se tiver aconselhado qualquer das partes;

g) se êle ou seu cônjuge fôr herdeiro presuntivo, donatário ou usufrutuário de bens ou empregador de qualquer das partes;

h) se fôr presidente, diretor ou administrador de sociedade interessada no processo;

i) se fôr credor ou devedor, tutor ou curador, de qualquer das partes.

Art. 254.  O juiz dar-se-á por suspeito, e, se não o fizer, poderá ser recusado por qualquer das partes:

I – se for amigo íntimo ou inimigo capital de qualquer deles;

II – se ele, seu cônjuge, ascendente ou descendente, estiver respondendo a processo por fato análogo, sobre cujo caráter criminoso haja controvérsia;

III – se ele, seu cônjuge, ou parente, consangüíneo, ou afim, até o terceiro grau, inclusive, sustentar demanda ou responder a processo que tenha de ser julgado por qualquer das partes;

IV – se tiver aconselhado qualquer das partes;

V – se for credor ou devedor, tutor ou curador, de qualquer das partes;

Vl – se for sócio, acionista ou administrador de sociedade interessada no processo.

 

As hipóteses de suspeição e impedimento previstas no CPPM encontram equivalência no CPP comum, apesar de no CPPM existirem mais hipóteses de suspeição não previstas no CPP, conforme tabela abaixo:

HIPÓTESES DE IMPEDIMENTO

Código de Processo Penal MilitarCódigo de Processo Penal Comum
a) como advogado ou defensor, órgão do Ministério Público, autoridade policial, auxiliar de justiça ou perito, tiver funcionado seu cônjuge, ou parente consanguíneo ou afim até o terceiro grau inclusive;

 

I – tiver funcionado seu cônjuge ou parente, consanguíneo ou afim, em linha reta ou colateral até o terceiro grau, inclusive, como defensor ou advogado, órgão do Ministério Público, autoridade policial, auxiliar da justiça ou perito;

 

b) ele próprio houver desempenhado qualquer dessas funções ou servido como testemunha;

 

II – ele próprio houver desempenhado qualquer dessas funções ou servido como testemunha;

 

c) tiver funcionado como juiz de outra instância, pronunciando-se, de fato ou de direito, sobre a questão;

 

III – tiver funcionado como juiz de outra instância, pronunciando-se, de fato ou de direito, sobre a questão;

 

d) ele próprio ou seu cônjuge, ou parente consanguíneo ou afim, até o terceiro grau inclusive, for parte ou diretamente     interessado.

 

IV – ele próprio ou seu cônjuge ou parente, consanguíneo ou afim em linha reta ou colateral até o terceiro grau, inclusive, for parte ou diretamente interessado no feito.

 

HIPÓTESES DE SUSPEIÇÃO

Código de Processo Penal MilitarCódigo de Processo Penal Comum
a) se for amigo íntimo ou inimigo de qualquer delas;

 

I – se for amigo íntimo ou inimigo capital de qualquer deles
b) se ele, seu cônjuge, ascendente ou descendente, de um ou de outro, estiver respondendo a processo por fato análogo, sôbre cujo caráter criminoso haja controvérsia;

 

II – se ele, seu cônjuge, ascendente ou descendente, estiver respondendo a processo por fato análogo, sobre cujo caráter criminoso haja controvérsia;

 

c) se ele, seu cônjuge, ou parente, consangüíneo ou afim até o segundo grau inclusive, sustentar demanda ou responder a processo que tenha de ser julgado por qualquer das partes;

 

III – se ele, seu cônjuge, ou parente, consangüíneo, ou afim, até o terceiro grau, inclusive, sustentar demanda ou responder a processo que tenha de ser julgado por qualquer das partes;

 

d) se ele, seu cônjuge, ou parente, a que alude a alínea anterior, sustentar demanda contra qualquer das partes ou tiver sido procurador de qualquer delas;

 

Sem correspondência.
e) se tiver dado parte oficial do crime;

 

Sem correspondência
f) se tiver aconselhado qualquer das partes;

 

IV – se tiver aconselhado qualquer das partes;

 

g) se ele ou seu cônjuge fôr herdeiro presuntivo, donatário ou usufrutuário de bens ou empregador de qualquer das partes;

 

Sem correspondência.
h) se for presidente, diretor ou administrador de sociedade interessada no processo;

 

Vl – se for sócio, acionista ou administrador de sociedade interessada no processo.

 

i) se for credor ou devedor, tutor ou curador, de qualquer das partes.

 

V – se for credor ou devedor, tutor ou curador, de qualquer das partes;

 

DICAS SOBRE DIFERENÇAS

IMPEDIMENTOSUSPEIÇÃO
Observa-se que os dispositivos começam com as expressões “tiver funcionado” e “ele próprio”Observa-se que os dispositivos começam com as expressões “se for”, “se ele”, “se tiver”
Guarda relação com fatores INTERNOS ao processoGuarda relação com fatores EXTERNOS ao processo

PARENTES EM LINHA RETA E COLATERAL

Parentes consanguíneo até o SEGUNDO grauAvós, pais, filho, neto ou irmão.
Parentes por afinidade até o SEGUNDO grauSogro, sogra, enteado, genro, nora, cunhado, avós do cônjuge, neto do cônjuge.
Parentes consanguíneo até o TERCEIRO grauPais, avós, bisavós, filho, neto e bisneto.
Parentes por afinidade até o TERCEIRO grauSogro, sogra, genro, nora, cunhado; avós, bisavós, netos e bisneto do cônjuge.
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    Como citar este texto

    FOUREAUX, Rodrigo. Arts. 37 e 38 – Suspeição e Impedimento. CJPol, Brasília/DF. Disponível em: <https://cjpol.com.br/leis_comentadas/arts-37-e-38-suspeicao-e-impedimento/>. Acesso em: 18/10/2026.