Ainda sobre a Lei Maria da Penha, o Juiz poderá decidir:
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Explicação do Professor:
GABARITO: C
Alternativa "A": "Apreender imediatamente a arma do agressor, cancelando por cinco anos seu porte de arma de fogo."
ERRADA. Fundamentação: A Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006) em seu art. 22, I, prevê: "suspensão da posse ou restrição do porte de armas, com comunicação ao órgão competente, nos termos da Lei nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003". O erro está em estabelecer prazo fixo de 5 anos, pois a lei não determina prazo específico para esta medida protetiva.
Alternativa "B": "Determinar o afastamento definitivo do domicílio comum com a ofendida."
ERRADA. Fundamentação: Conforme art. 22, II da Lei 11.340/2006: "afastamento do lar, domicílio ou local de convivência com a ofendida". O erro está na palavra "definitivo", pois as medidas protetivas têm caráter provisório, podendo ser revistas a qualquer tempo, não sendo definitivas.
Alternativa "C": "Pela proibição da alienação ou locação de bens comuns, liminarmente."
CORRETA. Fundamentação: Está de acordo com o art. 24, II da Lei 11.340/2006: "Para a proteção patrimonial dos bens da sociedade conjugal ou daqueles de propriedade particular da mulher, o juiz poderá determinar, liminarmente, as seguintes medidas, entre outras: II - proibição temporária para a celebração de atos e contratos de compra, venda e locação de propriedade em comum, salvo expressa autorização judicial".
Alternativa "D": "Prestação de caução por perdas e danos materiais decorrentes da violência mediante recibo da vítima, sob pena de prisão."
ERRADA. Fundamentação: Embora o art. 24, IV da Lei 11.340/2006 preveja "prestação de caução provisória, mediante depósito judicial, por perdas e danos materiais decorrentes da prática de violência doméstica e familiar contra a ofendida", o erro está em mencionar "mediante recibo da vítima, sob pena de prisão", pois a lei estabelece que deve ser feito mediante depósito judicial, não havendo previsão de prisão por este motivo específico.
Esta questão foi resolvida 41 vezes.
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Quanto ao atendimento da mulher/vítima dos crimes estipulados na Lei Maria da Penha, analise as afirmativas abaixo:
- A autoridade policial deve adotar providências imediatas ao constatar que as medidas protetivas de urgência deferida que não foram adotadas em relação à vítima.
- Os órgãos policiais devem providenciar transporte para a ofendida quando for importante colocá-la em um abrigo.
- A autoridade policial deverá mandar em 24 horas um expediente apartado para o Juiz, com a finalidade de propor a aplicação de medidas protetivas de urgência em relação à ofendida.
Assinale a alternativa CORRETA.
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Explicação do Professor:
GABARITO: D (Apenas as afirmativas I e II estão corretas)
Análise de cada afirmativa:
AFIRMATIVA I: "A autoridade policial deve adotar providências imediatas ao constatar que as medidas protetivas de urgência deferida que não foram adotadas em relação à vítima."
CORRETA
Fundamentação: Conforme o Art. 10-A, §4º da Lei Maria da Penha: "Quando for detectado que as medidas protetivas de urgência concedidas não foram providenciadas, a autoridade policial comunicará imediatamente ao juiz, adotando as providências cabíveis."
AFIRMATIVA II: "Os órgãos policiais devem providenciar transporte para a ofendida quando for importante colocá-la em um abrigo."
CORRETA
Fundamentação: De acordo com o Art. 11, III da Lei Maria da Penha: "No atendimento à mulher em situação de violência doméstica e familiar, a autoridade policial deverá, entre outras providências: III - fornecer transporte para a ofendida e seus dependentes para abrigo ou local seguro, quando houver risco de vida."
AFIRMATIVA III: "A autoridade policial deverá mandar em 24 horas um expediente apartado para o Juiz, com a finalidade de propor a aplicação de medidas protetivas de urgência em relação à ofendida."
INCORRETA
Fundamentação: A afirmativa está errada porque o prazo previsto no Art. 12, III da Lei Maria da Penha é de 48 horas e não 24 horas: "Em todos os casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, feito o registro da ocorrência, deverá a autoridade policial adotar, de imediato, os seguintes procedimentos: III - remeter, no prazo de 48 horas, expediente apartado ao juiz com o pedido da ofendida, para a concessão de medidas protetivas de urgência."
Esta questão foi resolvida 21 vezes.
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A Lei Federal nº 10.826/2003 dispõe sobre os procedimentos administrativos e reguladores do registro, comércio, da posse e porte de armas, criando o SINARM.
Sobre os crimes previstos no Estatuto do Desarmamento, é importante destacar que
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Respostas de 2
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Explicação do Professor:
GABARITO: Alternativa A está correta
Alternativa A: "a lei concebeu delitos que tratam progressivamente de maneira mais gravosa, de acordo com o tipo de armamento, sendo de uso permitido ou de uso restrito."
CORRETA. Fundamentação: O Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826/03) estabelece penas mais graves para crimes envolvendo armas de uso restrito em comparação com armas de uso permitido. Por exemplo:
Posse irregular de arma de uso permitido (art. 12): reclusão de 1 a 3 anos
Posse irregular de arma de uso restrito (art. 16): reclusão de 3 a 6 anos
Alternativa B: "a pessoa que permite que pessoa menor de 18 anos se apodere de arma de fogo de sua propriedade, responderá por hipotética violência praticada culposamente."
ERRADA. Fundamentação: De acordo com o art. 13 do Estatuto do Desarmamento: "Deixar de observar as cautelas necessárias para impedir que menor de 18 (dezoito) anos ou pessoa portadora de deficiência mental se apodere de arma de fogo que esteja sob sua posse ou que seja de sua propriedade: Pena – detenção, de 1 (um) a 2 (dois) anos, e multa." O crime é autônomo e independe da ocorrência de violência posterior. Caso ocorra violência, o responsável pode responder em concurso de crimes, dependendo do caso concreto.
Alternativa C: "pratica crime o empresário ou diretor responsável de empresa de segurança ou transporte de valores que deixar de registrar ocorrência policial e de comunicar à Polícia Federal o extravio de arma de fogo no prazo máximo de 48 horas do fato."
ERRADA. Fundamentação: De acordo com o art. 13-A do Estatuto do Desarmamento: "Deixar de comunicar à autoridade policial, imediatamente após a ocorrência, extravio, furto ou roubo de arma de fogo, acessório ou munição que estejam sob sua guarda, nas condições especificadas no regulamento desta Lei: Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa." O prazo é IMEDIATO, não 48 horas.
Alternativa D: "a posse irregular de uso permitido ocorre na circunstância em que o agente ativo guarda consigo, no interior de sua casa, uma arma de fogo com a numeração raspada."
ERRADA. Fundamentação: A posse de arma com numeração raspada configura crime mais grave, previsto no art. 16, parágrafo único, IV do Estatuto do Desarmamento: "possuir, detiver, fabricar ou empregar artefato explosivo ou incendiário, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar (...) IV – possuir, detiver, fabricar ou empregar arma de fogo com numeração, marca ou qualquer outro sinal de identificação raspado, suprimido ou adulterado." Trata-se de crime equiparado ao de posse de arma de uso restrito, com pena de reclusão de 3 a 6 anos.
Esta questão foi resolvida 23 vezes.
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A Lei Federal nº 10.826/2003 dispõe sobre os procedimentos administrativos e reguladores do registro, comércio, da posse e porte de armas, criando o SINARM.
O SINARM envolve todas as instituições do Sistema de Segurança Pública, criando uma rede de competências e de responsabilidades. Dentre elas, é fundamental saber que
- pelo sistema, as armas apreendidas junto a processos criminais e que não mais interessarem à Justiça, e não forem restituídas aos seus reais proprietários, poderão ser encaminhadas pelo juiz como doação aos órgãos de Segurança Pública.
- o SINARM é responsável pelo controle dos acervos de armas das polícias do Brasil e integração dos dados, sob controle do FUSP (Fundo Nacional de Segurança Pública).
- o SINARM controla o uso de arma de fogo de empresas de segurança privada, que são de propriedade exclusiva das empresas, sendo proibido que o profissional de segurança privada utilize armamento de propriedade pessoal, ainda que regularizado junto à Polícia Federal, como instrumento de trabalho essencial.
Assinale a alternativa CORRETA.
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Explicação do Professor:
GABARITO: D (Apenas as afirmativas I e III estão corretas)
ANÁLISE:
Afirmativa I: "pelo sistema, as armas apreendidas junto a processos criminais e que não mais interessarem à Justiça, e não forem restituídas aos seus reais proprietários, poderão ser encaminhadas pelo juiz como doação aos órgãos de Segurança Pública."
CORRETA. Fundamentação: De acordo com a Lei 10.826/2003, art. 25: "As armas de fogo apreendidas, após a elaboração do laudo pericial e sua juntada aos autos, quando não mais interessarem à persecução penal serão encaminhadas pelo juiz competente ao Comando do Exército, no prazo máximo de 48 (quarenta e oito) horas, para destruição ou doação aos órgãos de segurança pública ou às Forças Armadas."
Afirmativa II: "o SINARM é responsável pelo controle dos acervos de armas das polícias do Brasil e integração dos dados, sob controle do FUSP (Fundo Nacional de Segurança Pública)."
INCORRETA. Fundamentação: De acordo com a Lei 10.826/2003, art. 2º, o SINARM está sob a gestão do Ministério da Justiça, e não do FUSP. Além disso, o controle de acervos de armas das Forças Armadas e forças auxiliares é competência do SIGMA (Sistema de Gerenciamento Militar de Armas), e não do SINARM.
Afirmativa III: "o SINARM controla o uso de arma de fogo de empresas de segurança privada, que são de propriedade exclusiva das empresas, sendo proibido que o profissional de segurança privada utilize armamento de propriedade pessoal, ainda que regularizado junto à Polícia Federal, como instrumento de trabalho essencial."
CORRETA. Fundamentação: Conforme a Lei 10.826/2003, art. 4º, §3º: "O proprietário de arma de fogo com certificados de registro de propriedade expedido por órgão estadual ou do Distrito Federal até a data da publicação desta Lei que não optar pela entrega espontânea prevista no art. 32 desta Lei deverá renová-lo mediante o pertinente registro federal." Além disso, a Lei 7.102/83, que regula a segurança privada, estabelece que o armamento deve ser de propriedade da empresa de segurança.
Portanto, apenas as afirmativas I e III estão corretas, o que torna a alternativa D a resposta correta.
Esta questão foi resolvida 14 vezes.
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O serviço público é uma atividade oferecida à coletividade, realizada pelo Estado, no exercício da função pública regular.
Nesse sentido, analise as afirmativas atinentes às características do serviço público:
- É um dever inescusável do Estado, como razão de sua própria existência;
- Todas as autoridades competentes para regular são competentes para a execução;
- Tem sua adequação como direito fundamental, de acordo com princípios da própria Constituição.
Assinale a alternativa CORRETA.
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Explicação do Professor:
GABARITO: B (As afirmativas I, II e III estão corretas)
Análise de cada item:
Afirmativa I: "É um dever inescusável do Estado, como razão de sua própria existência"
STATUS: CORRETA
FUNDAMENTAÇÃO: Esta afirmativa está correta pois encontra respaldo no art. 175 da Constituição Federal: "Incumbe ao Poder Público, na forma da lei, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, sempre através de licitação, a prestação de serviços públicos." O serviço público constitui dever do Estado e está diretamente ligado às suas funções essenciais, sendo uma das principais razões de sua existência - garantir o bem-estar da coletividade através da prestação de serviços essenciais.
Afirmativa II: "Todas as autoridades competentes para regular são competentes para a execução"
STATUS: CORRETA
FUNDAMENTAÇÃO: A afirmativa está correta porque as autoridades que têm competência regulatória sobre determinado serviço público também possuem, em regra, competência para sua execução, conforme se depreende do art. 175 da CF/88. O poder público pode optar por executar diretamente o serviço ou delegá-lo, mas mantém a titularidade e a competência sobre ele. Esta competência deriva do poder-dever da Administração Pública de prestar serviços públicos adequados.
Afirmativa III: "Tem sua adequação como direito fundamental, de acordo com princípios da própria Constituição"
STATUS: CORRETA
FUNDAMENTAÇÃO: Esta afirmativa está correta pois o serviço público adequado é um direito fundamental do cidadão, conforme estabelecido no art. 175, parágrafo único, IV da CF/88 e reforçado pela Lei 8.987/95 (Lei de Concessões), que em seu art. 6º, §1º estabelece: "Serviço adequado é o que satisfaz as condições de regularidade, continuidade, eficiência, segurança, atualidade, generalidade, cortesia na sua prestação e modicidade das tarifas."
Esta questão foi resolvida 11 vezes.
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“…a responsabilidade patrimonial extracontratual do Estado incumbe a obrigação de reparar economicamente os danos causados a terceiros e que lhes sejam imputáveis em decorrência de comportamentos comissivos e omissivos, materiais ou jurídicos.” (BANDEIRA DE MELLO, Celso Antônio. Direito Administrativo Brasileiro, 2008, 552.).
Considerando que o Estado é constitucionalmente obrigado a zelar pela Segurança Pública e que a violência definitivamente ocorre na sociedade, pode-se aduzir que
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Explicação do Professor:
GABARITO: Alternativa C
Análise detalhada:
Alternativa A: "o Estado pode ser condenado pelos danos civis inerentes à violência social porque o dever constitucional infere a responsabilidade objetiva em relação à sociedade."
INCORRETA. O mero dever constitucional de prestar segurança pública não implica automaticamente responsabilidade objetiva do Estado por toda violência ocorrida na sociedade. Segundo o STF, em casos de omissão estatal, é necessário demonstrar a negligência, imprudência ou imperícia específica do Estado (culpa) ou o descumprimento de dever legal específico de agir. Fundamentação legal: Art. 37, §6º da CF/88: "As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa."
Alternativa B: "não podemos alegar a responsabilidade civil objetiva, porque o dever do Estado está sendo cumprido e por motivos alheios, terceiros se propugnar a propalar a violência."
INCORRETA. O simples fato de terceiros causarem violência não exclui automaticamente a responsabilidade do Estado. Se houver omissão específica do Estado em seu dever de agir, poderá ser responsabilizado, ainda que subjetivamente.
Alternativa C: "o Estado pode ser condenado pelos danos civis inerentes à violência social quando restar caracterizada a culpa direta do representante legal, ou ainda, a negligência institucional em face de um caso específico, jamais genérico."
CORRETA. Esta alternativa está alinhada com o entendimento do STF de que, em casos de omissão, a responsabilidade do Estado é subjetiva e depende da demonstração de culpa específica, seja por ação direta do agente ou por negligência institucional em caso concreto. Não se admite responsabilização genérica do Estado por toda violência social.
Alternativa D: "a concorrência do Estado com a responsabilidade do cidadão, delineada no artigo 144 da CF impede a imputação de responsabilidade para o Estado."
INCORRETA. O art. 144 da CF estabelece: "A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio [...]". O fato de a segurança pública ser também responsabilidade de todos não exime o Estado de sua responsabilidade quando configurada sua omissão específica ou culpa.
Esta questão foi resolvida 11 vezes.
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O texto abaixo é atinente à questão. Leia-o, atentamente.
“…os entes estatais tem inerentes a eles esses poderes como instrumento para buscar a finalidade pública, dependendo, a sua utilização, das respectivas competências fixadas e estabelecidas na Constituição… Maria Sylvia Zanella Di Pietro, com bastante nitidez, ratifica o caráter de instrumento afirmando que todos eles encerram prerrogativas de autoridade as quais, por isso mesmo, só podem ser exercidas nos limites da lei.” (BRUNO, Reinaldo Moreira. Direito Administrativo Didático. 2ª Edição: Del Rey, Belo Horizonte, 2008, p.88)
É atributo do Poder de Polícia Administrativa:
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Explicação do Professor:
GABARITO: Letra C
Análise de cada alternativa:
Alternativa "A": "O princípio da autotutela, que garante a capacidade da Administração de tratar de seus próprios assuntos, inclusive de sua autofiscalização e controle."
ERRADO. A autotutela é um princípio geral da Administração Pública, não um atributo específico do poder de polícia. A autotutela permite que a Administração reveja seus próprios atos quanto à legalidade e conveniência/oportunidade, conforme estabelecido na súmula 473 do STF. Não se confunde com os atributos específicos do poder de polícia.
Alternativa "B": "A autoexecutoriedade, que é a oportunidade de decidir sobre quais campos atuar, sem limitações de legitimidade."
ERRADO. Embora a autoexecutoriedade seja de fato um atributo do poder de polícia, seu conceito está incorretamente definido. A autoexecutoriedade é a possibilidade de a Administração executar suas decisões diretamente, sem necessidade de autorização judicial prévia. O conceito apresentado na alternativa mistura erroneamente elementos de discricionariedade com ausência de limites legais, o que é incompatível com o princípio da legalidade.
Alternativa "C": "A coercibilidade, que é a capacidade de materializar os mandamentos por meio da imposição de força, se for necessário."
CORRETO. A coercibilidade é efetivamente um atributo do poder de polícia e está corretamente conceituada. Representa a possibilidade de a Administração impor coativamente suas decisões, inclusive com uso da força, se necessário, para fazer valer suas determinações no exercício do poder de polícia.
Alternativa "D": "A discricionariedade, que é a liberdade de escolher os objetos de decisão, independentemente da competência específica."
ERRADO. Apesar de a discricionariedade ser um atributo do poder de polícia, seu conceito está incorretamente definido na alternativa. A discricionariedade não é ilimitada nem independente da competência específica. Ela representa a margem de liberdade de decisão dentro dos limites legais e da competência estabelecida em lei, sempre vinculada ao princípio da legalidade e ao interesse público.
Observações adicionais:
Os atributos clássicos do poder de polícia são: coercibilidade, autoexecutoriedade e discricionariedade
Esta questão foi resolvida 12 vezes.
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O texto abaixo é atinente à questão. Leia-o, atentamente.
“…os entes estatais tem inerentes a eles esses poderes como instrumento para buscar a finalidade pública, dependendo, a sua utilização, das respectivas competências fixadas e estabelecidas na Constituição… Maria Sylvia Zanella Di Pietro, com bastante nitidez, ratifica o caráter de instrumento afirmando que todos eles encerram prerrogativas de autoridade as quais, por isso mesmo, só podem ser exercidas nos limites da lei.” (BRUNO, Reinaldo Moreira. Direito Administrativo Didático. 2ª Edição: Del Rey, Belo Horizonte, 2008, p.88)
O texto acima retrata o caráter eminentemente vinculado da competência e dos poderes de que ela investe nos cargos e funções públicas inerentes. Nesse sentido, é importante esclarecer que
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Explicação do Professor:
GABARITO: Alternativa D
Análise de cada alternativa:
Alternativa A: "o poder discricionário apenas pode ser exercido na circunstância de inexistir uma lei determinando um comportamento ou conferindo uma competência vinculada ao Administrador Público."
ERRADO. Fundamentação: A discricionariedade administrativa não decorre da ausência de lei, mas sim da própria lei que confere ao administrador certa margem de liberdade de escolha dentro dos limites legais. A discricionariedade é uma prerrogativa conferida por lei para que o administrador possa escolher entre opções igualmente válidas, considerando critérios de conveniência e oportunidade. O poder discricionário deve sempre observar os limites estabelecidos em lei.
Alternativa B: "o poder discricionário apenas pode ser exercido na situação em que a complexidade social não foi devidamente regulada pelo Direito e as prerrogativas da autoridade garantem a possibilidade de decidir sobre assuntos semelhantes."
ERRADO. Fundamentação: O poder discricionário não está relacionado à falta de regulamentação jurídica ou à complexidade social não regulada. Pelo contrário, ele decorre da própria previsão legal que confere ao administrador margem de escolha dentro de critérios estabelecidos. A discricionariedade não pode ser exercida em situações não reguladas pelo direito, pois isso violaria o princípio da legalidade.
Alternativa C: "o poder discricionário apenas pode ser usado numa situação em que a competência em relação ao tema não foi destinada para a autoridade em questão e há conveniência na decisão a ser adotada."
ERRADO. Fundamentação: Esta alternativa apresenta um erro grave ao sugerir que o poder discricionário pode ser exercido quando a competência não foi destinada à autoridade. Isso viola frontalmente o princípio da legalidade administrativa, pois a competência é requisito de validade do ato administrativo. A autoridade só pode exercer poder discricionário dentro de sua competência legalmente estabelecida.
Alternativa D: "o poder discricionário tem fundamento no fato social imprevisto normativamente, mas também na oportuna competência da autoridade e importância de uma decisão justa e equânime."
CORRETO. Fundamentação: Esta alternativa apresenta corretamente a natureza do poder discricionário, que se fundamenta na necessidade de adaptação da administração pública às situações concretas, permitindo que a autoridade competente tome decisões mais adequadas ao caso concreto, sempre visando o interesse público e a equidade. A discricionariedade permite que o administrador, dentro de sua competência legal, escolha a melhor solução para atender ao interesse público, considerando critérios de oportunidade e conveniência.
Esta questão foi resolvida 11 vezes.
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“Dizer que a Segurança Pública é um dever do Estado determina uma interpretação ampliada do artigo 144 da Constitui- ção Federal, porque distribui a responsabilidade por inúmeros órgãos. A própria noção de Segurança Pública precisa ser realmente compreendida, porque retrata diversas circunstâncias em que a incolumidade física e patrimonial de pessoas é colocada em xeque, ou seja, para além de uma tipologia penal. Contudo, o maior desafio é a conceituação da preservação da ordem pública como referencial, já que o universo a que estamos envolvidos tange a salubridade, a segurança e a tran- quilidade pública, o que amplia o contexto para além da capacidade das instituições de Segurança Pública. A capacidade jurídica de cada órgão, limitada pela lei, não se impõe sobre um princípio de primazia da prevenção, nem a distribuição de responsabilidades para toda a sociedade. Assim como o Poder de Polícia não é o Poder da Polícia, Polícia não faz apenas com a Polícia!” (Jorge Tassi)
Analise as afirmativas abaixo:
- A Polícia Federal possui funções limitadas a crimes de ordem política e social que atentem contra a União, assim como a prevenção e repressão do tráfico de drogas, do contrabando ou descaminho, exercendo a polícia de fronteira e de aeroporto. Não possui, contudo, missões atinentes a crimes de competência estadual.
- A Polícia Militar cabe a polícia ostensiva, mas suas atribuições são limitadas nos crimes de competência da Polícia Federal.
- Aos municípios é facultada a criação de Guardas Municipais, que desenvolverão missões, que possuem missões como a proteção de serviços públicos essenciais.
Assinale a alternativa CORRETA.
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Explicação do Professor:
GABARITO: B (apenas a afirmativa III está correta)
Análise das afirmativas:
Afirmativa I: "A Polícia Federal possui funções limitadas a crimes de ordem política e social que atentem contra a União, assim como a prevenção e repressão do tráfico de drogas, do contrabando ou descaminho, exercendo a polícia de fronteira e de aeroporto. Não possui, contudo, missões atinentes a crimes de competência estadual."
ERRADA. Fundamentação: Conforme o art. 144, §1º da Constituição Federal: "A polícia federal, instituída por lei como órgão permanente, organizado e mantido pela União e estruturado em carreira, destina-se a: I - apurar infrações penais contra a ordem política e social ou em detrimento de bens, serviços e interesses da União ou de suas entidades autárquicas e empresas públicas, assim como outras infrações cuja prática tenha repercussão interestadual ou internacional e exija repressão uniforme, segundo se dispuser em lei; II - prevenir e reprimir o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o contrabando e o descaminho, sem prejuízo da ação fazendária e de outros órgãos públicos nas respectivas áreas de competência; III - exercer as funções de polícia marítima, aeroportuária e de fronteiras; IV - exercer, com exclusividade, as funções de polícia judiciária da União."
A afirmativa está incorreta pois limita as funções da PF, quando na verdade ela também tem competência para apurar infrações com repercussão interestadual ou internacional, além de exercer com exclusividade as funções de polícia judiciária da União.
Afirmativa II: "A Polícia Militar cabe a polícia ostensiva, mas suas atribuições são limitadas nos crimes de competência da Polícia Federal."
ERRADA. Fundamentação: Conforme art. 144, §5º da CF: "Às polícias militares cabem a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública" A afirmativa está errada pois a PM não tem suas atribuições limitadas pelos crimes de competência da PF. São esferas de atuação distintas e independentes, podendo a PM atuar inclusive em flagrante de crimes federais.
Afirmativa III: "Aos municípios é facultada a criação de Guardas Municipais, que desenvolverão missões, que possuem missões como a proteção de serviços públicos essenciais."
CORRETA. Fundamentação: De acordo com o art. 144, §8º da CRFB/88 "§ 8º Os Municípios poderão constituir guardas municipais destinadas à proteção de seus bens, serviços e instalações, conforme dispuser a lei”.
Esta questão foi resolvida 7 vezes.
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“Dizer que a Segurança Pública é um dever do Estado determina uma interpretação ampliada do artigo 144 da Constituição Federal, porque distribui a responsabilidade por inúmeros órgãos. A própria noção de Segurança Pública precisa ser realmente compreendida, porque retrata diversas circunstâncias em que a incolumidade física e patrimonial de pessoas é colocada em xeque, ou seja, para além de uma tipologia penal. Contudo, o maior desafio é a conceituação da preservação da ordem pública como referencial, já que o universo a que estamos envolvidos tange a salubridade, a segurança e a tranquilidade pública, o que amplia o contexto para além da capacidade das instituições de Segurança Pública. A capacidade jurídica de cada órgão, limitada pela lei, não se impõe sobre um princípio de primazia da prevenção, nem a distribuição de responsabilidades para toda a sociedade. Assim como o Poder de Polícia não é o Poder da Polícia, Polícia não faz apenas com a Polícia!” (Jorge Tassi)
Sobre a afirmação acima, assinale a alternativa que MELHOR avalia o pensamento destacado:
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Explicação do Professor:
GABARITO: Alternativa B
Análise de cada alternativa:
Alternativa A: "O constituinte resolveu trabalhar o conceito de Segurança Pública de maneira ampla, por isso criou um rol de órgãos públicos responsáveis e distribuiu as competências de cada um, atingindo todos os campos envolvidos por meio das Polícias."
ERRADA. Fundamentação: Embora o art. 144 da CF/88 estabeleça um rol de órgãos responsáveis pela segurança pública, é incorreto afirmar que todos os campos são atingidos "por meio das Polícias". O próprio texto constitucional estabelece que "a segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos" (Art. 144, caput, CF/88). Portanto, a segurança pública não se restringe apenas à atuação policial.
Alternativa B: "Os ditames constitucionais tornam a segurança pública um direito fundamental e designam competências para determinados órgãos, mas não excluem jamais a possibilidade de integração e da cumulação de objetos no campo da prevenção. A prevenção da violência é uma responsabilidade socialmente repartida, de maneira que o cidadão deve exercer seu papel, assim como a escola ou os hospitais. Cada um pode contribuir para o processo."
CORRETA. Fundamentação: Esta alternativa está em perfeita consonância com o art. 144, caput, da CF/88: "A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio". A alternativa corretamente enfatiza o caráter colaborativo e integrado da segurança pública.
Alternativa C: "A Segurança Pública assumiu um caráter de direito fundamental, pois envolveu uma gama de direitos individuais e coletivos que precisam ser protegidos não apenas por órgãos policiais, mas também por outras instituições, como o Ministério Público e o Poder Judiciário. Dizer que o Estado possui o Monopólio da Força impede, contudo, o cidadão de ser parte atuante, ou seja, apenas o Estado pode exercer atividades de controle social para a prevenção da ordem pública."
ERRADA. Fundamentação: A alternativa contradiz o texto constitucional ao afirmar que o monopólio da força pelo Estado impede a participação do cidadão. Isso vai contra o disposto no art. 144, caput, da CF/88, que expressamente estabelece a segurança pública como "responsabilidade de todos".
Alternativa D: "No sistema de Segurança Pública, a competência é reduzida por ser vinculada. Os órgãos que fazem polícia preventiva não podem fazer polícia judiciária e vice-versa. Contudo, o cidadão é responsável pelos seus atos e, segundo a lei, pode comunicar às autoridades. Em Segurança Pública, apenas os órgãos delimitados pela lei são responsáveis pelo combate ao crime e à violência."
ERRADA. Fundamentação: A alternativa está incorreta ao restringir a responsabilidade pelo combate ao crime e à violência apenas aos órgãos delimitados pela lei. Isso contraria frontalmente o art. 144, caput, da CF/88, que estabelece a segurança pública como responsabilidade de todos.
Esta questão foi resolvida 3 vezes.
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A comunicação não é em IMEDIATO como diz na explicação.
Parágrafo único. Nas mesmas penas incorrem o proprietário ou diretor responsável de empresa de segurança e transporte de valores que deixarem de registrar ocorrência policial e de comunicar à Polícia Federal perda, furto, roubo ou outras formas de extravio de arma de fogo, acessório ou munição que estejam sob sua guarda, nas primeiras 24 (vinte quatro) horas depois de ocorrido o fato.
A comunicação não é em IMEDIATO como diz na explicação.
Parágrafo único. Nas mesmas penas incorrem o proprietário ou diretor responsável de empresa de segurança e transporte de valores que deixarem de registrar ocorrência policial e de comunicar à Polícia Federal perda, furto, roubo ou outras formas de extravio de arma de fogo, acessório ou munição que estejam sob sua guarda, nas primeiras 24 (vinte quatro) horas depois de ocorrido o fato