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    Questões por página:
    10756
    ANO:2017 /BANCA:CRS/ ÓRGÃO: PMMG/ PROVA:QOS

    Com base na Lei 11.340/2006, a qual cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, marque a alternativa CORRETA:

    SELECT * FROM cy7YrOLN4_learnpress_question_answers WHERE question_id = 10756 ORDER BY "order"

    a) Não é possível a configuração de violência doméstica e familiar contra a mulher caso esta não coabite com o agressor.
    b) A mulher não poderá ser abrigada pelos mecanismos de proteção da Lei 11.340/2006 caso o relacionamento seja com outra mulher.
    c) Cabe apenas à família e ao poder público criar as condições necessárias para o efetivo exercício dos direitos estabelecidos na Lei 11.340/2006.
    d) Uma mulher que vai a uma festa utilizando roupas curtas ou decotadas, caso seja vítima de uma forma de violência abrangida pela Lei 11.340/2006, poderá fazer jus às proteções ali previstas.

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      Questão:
      Tipo de Erro:

      Explicação do Professor:

      GABARITO: D


      Alternativa A: "Não é possível a configuração de violência doméstica e familiar contra a mulher caso esta não coabite com o agressor." 


      ERRADA. O Art. 5º, III da Lei 11.340/2006 prevê expressamente: "em qualquer relação íntima de afeto, na qual o agressor conviva ou tenha convivido com a ofendida, independentemente de coabitação."


       


      Alternativa B: "A mulher não poderá ser abrigada pelos mecanismos de proteção da Lei 11.340/2006 caso o relacionamento seja com outra mulher." 


      ERRADA. O Art. 5º, parágrafo único da Lei 11.340/2006 estabelece: "As relações pessoais enunciadas neste artigo independem de orientação sexual."


       


      Alternativa C: "Cabe apenas à família e ao poder público criar as condições necessárias para o efetivo exercício dos direitos estabelecidos na Lei 11.340/2006." 


      ERRADA. O Art. 3º, §2º da Lei 11.340/2006 dispõe: "Cabe à família, à sociedade e ao poder público criar as condições necessárias para o efetivo exercício dos direitos enunciados no caput."


      Alternativa D: "Uma mulher que vai a uma festa utilizando roupas curtas ou decotadas, caso seja vítima de uma forma de violência abrangida pela Lei 11.340/2006, poderá fazer jus às proteções ali previstas." 


      CORRETA. O Art. 2º da Lei 11.340/2006 estabelece: "Toda mulher, independentemente de classe, raça, etnia, orientação sexual, renda, cultura, nível educacional, idade e religião, goza dos direitos fundamentais inerentes à pessoa humana." Não há qualquer restrição quanto à vestimenta da vítima.


       

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      10754
      ANO: 2017 / BANCA:CRS/ ÓRGÃO: PMMG/ PROVA:CESP

      Considerando a Lei Federal n. 8.429, de 02/06/1992 (dispõe sobre as sanções aplicáveis aos agentes públicos nos casos de enriquecimento ilícito no exercício do mandato, cargo, emprego ou função na administração pública direta, indireta ou fundacional e dá outras providências), marque a alternativa CORRETA:

      SELECT * FROM cy7YrOLN4_learnpress_question_answers WHERE question_id = 10754 ORDER BY "order"

      a) As ações destinadas a levar a efeitos as sanções, previstas na Lei Federal n. 8.429/1992, podem ser propostas dentro do prazo prescricional previsto em lei específica para faltas disciplinares puníveis com demissão a bem do serviço público, nos casos de exercício de cargo efetivo ou emprego, desde que não inferior a dois anos.
      b) Ainda que inexista enriquecimento ilícito ou lesão ao erário, constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração pública qualquer ação ou omissão que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade, e lealdade às instituições.
      c) A aplicação das sanções previstas na Lei Federal 8.429/1992 independe da efetiva ocorrência de dano ao patrimônio público, salvo quanto à pena de ressarcimento, porém, no caso de lesão ao erário, é preciso parecer prévio de rejeição das contas pelo órgão de controle interno ou pelo Tribunal ou Conselho de Contas.
      d) Independentemente das sanções penais, civis e administrativas previstas na legislação específica, está o responsável pelo ato de improbidade sujeito às seguintes cominações aplicadas, de modo necessariamente cumulativo: perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, ressarcimento integral do dano, quando houver, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos, variável de cinco a dez anos, e pagamento de multa civil.

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        Questão:
        Tipo de Erro:

        Explicação do Professor:

        QUESTÃO DESATUALIZADA


        Alternativa "A": "As ações destinadas a levar a efeitos as sanções, previstas na Lei Federal n. 8.429/1992, podem ser propostas dentro do prazo prescricional previsto em lei específica para faltas disciplinares puníveis com demissão a bem do serviço público, nos casos de exercício de cargo efetivo ou emprego, desde que não inferior a dois anos."


        ERRADA. De acordo com o Art. 23, I da Lei 8.429/92 (com redação dada pela Lei 14.230/2021): "A ação para a aplicação das sanções previstas nesta Lei prescreve em 8 (oito) anos, contados a partir da ocorrência do fato ou, no caso de infrações permanentes, do dia em que cessou a permanência." A alternativa está desatualizada por se basear na redação antiga da lei.


        Alternativa "B": "Ainda que inexista enriquecimento ilícito ou lesão ao erário, constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração pública qualquer ação ou omissão que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade, e lealdade às instituições."


        CORRETA. Esta alternativa está em conformidade com o Art. 11 da Lei 8.429/92: "Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração pública a ação ou omissão dolosa que viole os deveres de honestidade, de imparcialidade e de legalidade".


        Alternativa "C": "A aplicação das sanções previstas na Lei Federal 8.429/1992 independe da efetiva ocorrência de dano ao patrimônio público, salvo quanto à pena de ressarcimento, porém, no caso de lesão ao erário, é preciso parecer prévio de rejeição das contas pelo órgão de controle interno ou pelo Tribunal ou Conselho de Contas."


        ERRADA. Não existe na lei a exigência de parecer prévio de rejeição das contas como condição para caracterização da lesão ao erário. 


        Alternativa "D": "Independentemente das sanções penais, civis e administrativas previstas na legislação específica, está o responsável pelo ato de improbidade sujeito às seguintes cominações aplicadas, de modo necessariamente cumulativo: perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, ressarcimento integral do dano, quando houver, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos, variável de cinco a dez anos, e pagamento de multa civil."


        ERRADA. As sanções não são necessariamente cumulativas. Conforme Art. 12, caput, da Lei 8.429/92: " Art. 12. Independentemente do ressarcimento integral do dano patrimonial, se efetivo, e das sanções penais comuns e de responsabilidade, civis e administrativas previstas na legislação específica, está o responsável pelo ato de improbidade sujeito às seguintes cominações, que podem ser aplicadas isolada ou cumulativamente, de acordo com a gravidade do fato:(Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021) ".


        Questão parcialmente desatualizada em razão da lei 14.230/2021, que alterou significativamente a lei de improbidade administrativa, especialmente quanto aos prazos prescricionais.


         

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        10752
        ANO: 2017 / BANCA:CRS/ ÓRGÃO: PMMG/ PROVA:CESP

        Acerca do Poder Judiciário Brasileiro, de acordo com a Constituição da República Federativa do Brasil (CRFB) de 1988, marque a alternativa CORRETA:

        SELECT * FROM cy7YrOLN4_learnpress_question_answers WHERE question_id = 10752 ORDER BY "order"

        a) Compete ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) processar e julgar, originariamente, nos crimes comuns, os Governadores dos Estados.
        b) Compete à Justiça Militar da União processar e julgar os militares dos Estados nos crimes militares definidos em lei e as ações judiciais contra atos disciplinares militares, ressalvada a competência do júri quando a vítima for civil, cabendo ao tribunal competente decidir sobre a perda do posto e da patente dos oficiais e da graduação das praças.
        c) Compete ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) processar e julgar, originariamente, nas infrações penais comuns, o Presidente da República.
        d) Compete a Justiça Estadual processar e julgar a disputa sobre direitos indígenas.

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          Questão:
          Tipo de Erro:

          Explicação do Professor:

          GABARITO: A alternativa A está CORRETA.


          Alternativa A: "Compete ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) processar e julgar, originariamente, nos crimes comuns, os Governadores dos Estados." CORRETA. Fundamentação: De acordo com o art. 105, I, "a" da CRFB/88: "Compete ao Superior Tribunal de Justiça processar e julgar, originariamente: a) nos crimes comuns, os Governadores dos Estados e do Distrito Federal [...]"


          Alternativa B: "Compete à Justiça Militar da União processar e julgar os militares dos Estados nos crimes militares definidos em lei e as ações judiciais contra atos disciplinares militares, ressalvada a competência do júri quando a vítima for civil, cabendo ao tribunal competente decidir sobre a perda do posto e da patente dos oficiais e da graduação das praças." ERRADA. Fundamentação: Esta afirmativa está incorreta pois confunde as competências da Justiça Militar da União com a da Justiça Militar Estadual. Segundo o art. 125, §4º da CRFB/88, compete à Justiça Militar estadual processar e julgar os militares dos Estados nos crimes militares definidos em lei, não à Justiça Militar da União.


          Alternativa C: "Compete ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) processar e julgar, originariamente, nas infrações penais comuns, o Presidente da República." ERRADA. Fundamentação: De acordo com o art. 102, I, "b" da CRFB/88, compete ao Supremo Tribunal Federal, não ao STJ, "processar e julgar, originariamente, nas infrações penais comuns, o Presidente da República [...]"


          Alternativa D: "Compete a Justiça Estadual processar e julgar a disputa sobre direitos indígenas." ERRADA. Fundamentação: Segundo o art. 109, XI da CRFB/88: "Aos juízes federais compete processar e julgar: [...] XI - a disputa sobre direitos indígenas". Portanto, a competência é da Justiça Federal, não da Justiça Estadual.




          Esta questão ainda não foi resolvida por ninguém. Seja o primeiro a resolver!
          10750
          ANO: 2017 / BANCA:CRS/ ÓRGÃO: PMMG/ PROVA:CESP

          Considerando o estabelecido pela Resolução n. 213 de 15/12/2015 – Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que dispõe sobre a apresentação de toda pessoa presa à autoridade judicial no prazo de 24 horas, e em consonância ao estabelecido na Constituição da República Federativa do Brasil (CRFB) de 1988, marque a alternativa CORRETA:

          SELECT * FROM cy7YrOLN4_learnpress_question_answers WHERE question_id = 10750 ORDER BY "order"

          a) Para a elaboração da Resolução n. 213, de 15/12/2015 - Conselho Nacional de Justiça (CNJ), foi considerado que a prisão, conforme previsão constitucional (art. 5º, LXV e LXVI da CRFB/1988), é medida extrema que se aplica somente nos casos expressos em lei e quando a hipótese não comportar nenhuma das medidas cautelares alternativas.
          b) Para a elaboração da Resolução n. 213 de 15/12/2015 - Conselho Nacional de Justiça (CNJ), foi considerado que as inovações introduzidas no Código Penal no ano de 2015 impuseram ao juiz a obrigação de converter em prisão preventiva toda prisão em flagrante delito.
          c) Para a elaboração da Resolução n. 213 de 15/12/2015 - Conselho Nacional de Justiça (CNJ), foi considerado o contingente desproporcional de pessoas presas após o trânsito em julgado de sentenças penais e o diagnóstico de mandados de prisão em aberto, conforme dados registrados nos anos de 2012 e 2013.
          d) Para a elaboração da Resolução n. 213 de 15/12/2015 - Conselho Nacional de Justiça (CNJ), foi considerado que a condução imediata das autoridades policiais à presença da autoridade de polícia judiciária é o meio mais eficaz para prevenir e reprimir a prática de tortura no momento da prisão.

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            Questão:
            Tipo de Erro:

            Explicação do Professor:

            GABARITO: A


            Análise de cada alternativa:


            Alternativa A: "Para a elaboração da Resolução n. 213, de 15/12/2015 - Conselho Nacional de Justiça (CNJ), foi considerado que a prisão, conforme previsão constitucional (art. 5º, LXV e LXVI da CRFB/1988), é medida extrema que se aplica somente nos casos expressos em lei e quando a hipótese não comportar nenhuma das medidas cautelares alternativas."


            CORRETA. Esta alternativa está em conformidade com:




            1. O art. 5º, LXV da CF/88: "a prisão ilegal será imediatamente relaxada pela autoridade judiciária"




            2. O art. 5º, LXVI da CF/88: "ninguém será levado à prisão ou nela mantido, quando a lei admitir a liberdade provisória, com ou sem fiança"




            3. Os considerandos da Resolução 213/2015 do CNJ expressamente menciona o caráter excepcional da prisão




            Alternativa B: "Para a elaboração da Resolução n. 213 de 15/12/2015 - Conselho Nacional de Justiça (CNJ), foi considerado que as inovações introduzidas no Código Penal no ano de 2015 impuseram ao juiz a obrigação de converter em prisão preventiva toda prisão em flagrante delito."


            INCORRETA. Esta afirmação contraria frontalmente:




            1. O art. 310 do CPP, que prevê outras possibilidades além da conversão em preventiva




            2. Os próprios considerandos da Resolução 213/2015 ressaltam o caráter excepcional da prisão




            Alternativa C: "Para a elaboração da Resolução n. 213 de 15/12/2015 - Conselho Nacional de Justiça (CNJ), foi considerado o contingente desproporcional de pessoas presas após o trânsito em julgado de sentenças penais e o diagnóstico de mandados de prisão em aberto, conforme dados registrados nos anos de 2012 e 2013."


            INCORRETA. A Resolução 213/2015 trata especificamente da audiência de custódia, focando nas prisões em flagrante e prisões cautelares, não tendo como considerando principal o contingente de pessoas presas após trânsito em julgado.


            Alternativa D: "Para a elaboração da Resolução n. 213 de 15/12/2015 - Conselho Nacional de Justiça (CNJ), foi considerado que a condução imediata das autoridades policiais à presença da autoridade de polícia judiciária é o meio mais eficaz para prevenir e reprimir a prática de tortura no momento da prisão."


            INCORRETA. A Resolução 213/2015 estabelece a apresentação à autoridade judicial, não à autoridade policial, como meio de prevenir a tortura. Esta é uma das principais finalidades da audiência de custódia.





            Esta questão ainda não foi resolvida por ninguém. Seja o primeiro a resolver!
            10748
            ANO:2017 / BANCA:CRS/ ÓRGÃO: PMMG/ PROVA:CEGESP

            Sobre a Justiça Militar Estadual, prevista na Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, marque a alternativa CORRETA:

            SELECT * FROM cy7YrOLN4_learnpress_question_answers WHERE question_id = 10748 ORDER BY "order"

            a) A lei estadual poderá criar, mediante proposta do Tribunal de Justiça, a Justiça Militar estadual, constituída, em primeiro grau, pelos juízes de direito e pelos Conselhos de Justiça e, em segundo grau, pelo próprio Tribunal de Justiça, ou por Tribunal de Justiça Militar nos Estados em que o efetivo militar seja superior a dez mil integrantes.
            b) Compete aos juízes de direito do juízo militar processar e julgar, singularmente, os crimes militares cometidos fora do serviço e as ações judiciais contra atos disciplinares militares, cabendo ao Conselho de Justiça, sob a presidência de juiz de direito, processar e julgar os demais crimes militares.
            c) Compete à Justiça Militar estadual processar e julgar os militares dos Estados, nos crimes militares definidos em lei e as ações judiciais contra atos disciplinares militares, ressalvada a competência do júri quando a vítima for civil, cabendo ao tribunal competente decidir sobre a perda do posto e da patente somente dos Oficiais.
            d) Compete à Justiça Militar estadual processar e julgar os militares dos Estados, nos crimes militares definidos em lei e as ações judiciais contra atos disciplinares militares, ressalvada a competência do júri quando a vítima for civil, cabendo ao tribunal competente decidir sobre a perda do posto e da patente dos oficiais e da graduação das praças.

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              Questão:
              Tipo de Erro:

              Explicação do Professor:

              GABARITO: Letra D


              Análise detalhada:


              Alternativa "A": "A lei estadual poderá criar, mediante proposta do Tribunal de Justiça, a Justiça Militar estadual, constituída, em primeiro grau, pelos juízes de direito e pelos Conselhos de Justiça e, em segundo grau, pelo próprio Tribunal de Justiça, ou por Tribunal de Justiça Militar nos Estados em que o efetivo militar seja superior a dez mil integrantes."


              ERRADA. Conforme o art. 125, §3º da CF/88: "A lei estadual poderá criar, mediante proposta do Tribunal de Justiça, a Justiça Militar estadual, constituída, em primeiro grau, pelos juízes de direito e pelos Conselhos de Justiça e, em segundo grau, pelo próprio Tribunal de Justiça, ou por Tribunal de Justiça Militar nos Estados em que o efetivo militar seja superior a VINTE mil integrantes." O erro está no número mínimo de integrantes, que é 20 mil e não 10 mil.


               


              Alternativa "B": "Compete aos juízes de direito do juízo militar processar e julgar, singularmente, os crimes militares cometidos fora do serviço e as ações judiciais contra atos disciplinares militares, cabendo ao Conselho de Justiça, sob a presidência de juiz de direito, processar e julgar os demais crimes militares."


              ERRADA. O art. 125, §5º da CF/88 estabelece: "Compete aos juízes de direito do juízo militar processar e julgar, singularmente, os crimes militares cometidos CONTRA CIVIS e as ações judiciais contra atos disciplinares militares, cabendo ao Conselho de Justiça, sob a presidência de juiz de direito, processar e julgar os demais crimes militares." O erro está em mencionar "crimes militares cometidos fora do serviço" quando o correto seria "crimes militares cometidos contra civis".


               


              Alternativa "C": "Compete à Justiça Militar estadual processar e julgar os militares dos Estados, nos crimes militares definidos em lei e as ações judiciais contra atos disciplinares militares, ressalvada a competência do júri quando a vítima for civil, cabendo ao tribunal competente decidir sobre a perda do posto e da patente somente dos Oficiais."


              ERRADA. O erro está em limitar a competência do tribunal apenas aos oficiais, quando na verdade abrange também as praças. Conforme art. 125, §4º da CF/88, a competência do tribunal inclui decidir sobre a perda do posto e da patente dos oficiais E da graduação das praças.


               


              Alternativa "D": "Compete à Justiça Militar estadual processar e julgar os militares dos Estados, nos crimes militares definidos em lei e as ações judiciais contra atos disciplinares militares, ressalvada a competência do júri quando a vítima for civil, cabendo ao tribunal competente decidir sobre a perda do posto e da patente dos oficiais e da graduação das praças."


              CORRETA. Esta alternativa está em conformidade com o art. 125, §4º da CF/88: "Compete à Justiça Militar estadual processar e julgar os militares dos Estados, nos crimes militares definidos em lei e as ações judiciais contra atos disciplinares militares, ressalvada a competência do júri quando a vítima for civil, cabendo ao tribunal competente decidir sobre a perda do posto e da patente dos oficiais e da graduação das praças."





              Esta questão ainda não foi resolvida por ninguém. Seja o primeiro a resolver!
              10746
              ANO: 2017 / BANCA:CRS/ ÓRGÃO: PMMG/ PROVA:CEGESP

              Observe as duas notícias:

              • “[Um] vendedor de cachorro-quente […], 36 anos, suspeito de matar dois delegados federais em uma casa de prostituição no Estreito, no dia 31 de maio, foi solto após audiência de custódia no Fórum da Capital na tarde desta sexta-feira. […] o Ministério Público entende que não existem razões para a manutenção da custódia cautelar [do suspeito] „podendo a prisão ser substituída por medidas cautelares. Isso porque não há indicativos de que [o suspeito] irá fugir à aplicação da lei penal, ameaçar a ordem pública ou mesmo a instrução criminal, uma vez que além de não ostentar maus antecedentes, foi exaustivamente comprovado pela defesa que o investigado é pai de família, possui residência fixa e profissão definida‟.” (HORA DE SANTA CATARINA. Disponível em: <http://horadesantacatarina.clicrbs.com.br/sc/policia/noticia/2017/06/ suspeito-de-atirar- em-delegados-federais-e-solto-em-audiencia-de-custodia-em-florianopolis-9823597.html>).


              • “A juíza […] da 2ª Vara Criminal da comarca de Nerópolis, converteu a prisão em flagrante [de uma mulher] em prisão preventiva. [A mulher] é suspeita de ter assassinado uma gestante, naquele município, e em seguida ter arrancado o feto da barriga dela. A defesa da investigada pediu a liberdade provisória, com a aplicação de medidas cautelares alternativas, alegando que ela teria sido torturada e sofria de transtorno mental. A juíza, porém, negou a solicitação, justificando que os indícios colhidos até então demonstram que [a suspeita] seria uma „pessoa desequilibrada, cruel e insensível, haja vista a maneira brutal com que teria praticado o homicídio, o que  evidencia  a  sua  periculosidade  social‟.”  (MAIS  GOIÁS.  Disponível  em: <http://www.emaisgoias.com.br/em-audiencia-de-custodia-juiza-decide-pela-manutencao-da-prisao-de- suspeita-de-matar-gestante-em-neropolis/ >)

              Considerando os textos acima e o contido na Resolução n. 213/2015 – Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que dispõe sobre a apresentação de toda pessoa presa à autoridade judicial no prazo de 24 horas, marque a alternativa CORRETA:

              SELECT * FROM cy7YrOLN4_learnpress_question_answers WHERE question_id = 10746 ORDER BY "order"

              a) Estando a pessoa presa acometida de grave enfermidade, ou havendo circunstância comprovadamente excepcional que a impossibilite de ser apresentada ao juiz no prazo do caput, deverá ser assegurada a realização da audiência no local em que ela se encontre e, nos casos em que o deslocamento se mostre inviável, deverá ser providenciada a condução para a audiência de custódia imediatamente após restabelecida sua condição de saúde ou de apresentação.
              b) O deslocamento da pessoa presa em flagrante delito ao local da audiência e desse, eventualmente, para alguma unidade prisional específica, no caso de aplicação da prisão preventiva, será, exclusivamente, de responsabilidade da Secretaria de Administração Penitenciária.
              c) A deliberação fundamentada do magistrado constará em ata e disporá sobre a legalidade e a manutenção da prisão ou o cabimento de liberdade provisória, vinculada necessariamente à imposição de medidas cautelares diversas da prisão, bem como as providências tomadas, em caso da constatação de indícios de tortura e maus tratos.
              d) Antes da apresentação da pessoa presa ao juiz, será assegurado seu atendimento prévio por advogado por ela constituído ou defensor público, desde que presentes os agentes policiais responsáveis pela escolta do preso.

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                Questão:
                Tipo de Erro:

                Explicação do Professor:

                QUESTÃO DESATUALIZADA


                Análise detalhada:


                Alternativa A: "Estando a pessoa presa acometida de grave enfermidade, ou havendo circunstância comprovadamente excepcional que a impossibilite de ser apresentada ao juiz no prazo do caput, deverá ser assegurada a realização da audiência no local em que ela se encontre e, nos casos em que o deslocamento se mostre inviável, deverá ser providenciada a condução para a audiência de custódia imediatamente após restabelecida sua condição de saúde ou de apresentação."


                CORRETA Fundamentação: Esta alternativa está em conformidade com o Art. 1º, §4º da Resolução CNJ nº 213/2015, que dispõe exatamente: "Estando a pessoa presa acometida de grave enfermidade, ou havendo circunstância comprovadamente excepcional que a impossibilite de ser apresentada ao juiz no prazo do caput, deverá ser assegurada a realização da audiência no local em que ela se encontre e, nos casos em que o deslocamento se mostre inviável, deverá ser providenciada a condução para a audiência de custódia imediatamente após restabelecida sua condição de saúde ou de apresentação." (porém o dispositivo foi  revogado pela resolução n. 562, de 3.6.2024)


                 


                Alternativa B: "O deslocamento da pessoa presa em flagrante delito ao local da audiência e desse, eventualmente, para alguma unidade prisional específica, no caso de aplicação da prisão preventiva, será, exclusivamente, de responsabilidade da Secretaria de Administração Penitenciária."


                ERRADA Fundamentação: A Resolução CNJ nº 213/2015, em seu Art. 2º, estabelece que o deslocamento da pessoa presa pode ser feito pela Secretaria de Administração Penitenciária ou pela Secretaria de Segurança Pública, não sendo exclusividade da primeira.


                 


                Alternativa C: "A deliberação fundamentada do magistrado constará em ata e disporá sobre a legalidade e a manutenção da prisão ou o cabimento de liberdade provisória, vinculada necessariamente à imposição de medidas cautelares diversas da prisão, bem como as providências tomadas, em caso da constatação de indícios de tortura e maus tratos."


                ERRADA Fundamentação: O erro está na expressão "vinculada necessariamente", pois conforme a Resolução CNJ nº 213/2015, a liberdade provisória pode ser concedida com ou sem a imposição de medidas cautelares, não sendo necessariamente vinculada a estas(porém o dispositivo foi  revogado pela resolução n. 562, de 3.6.2024).


                 


                Alternativa D: "Antes da apresentação da pessoa presa ao juiz, será assegurado seu atendimento prévio por advogado por ela constituído ou defensor público, desde que presentes os agentes policiais responsáveis pela escolta do preso."


                 


                ERRADA Fundamentação: De acordo com o Art. 6º da Resolução CNJ nº 213/2015, o atendimento prévio deve ser realizado em condições adequadas que garantam a confidencialidade, sendo vedada a presença dos agentes policiais durante a entrevista prévia com o advogado ou defensor público.

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                10744
                ANO:2017 / BANCA:CRS/ ÓRGÃO: PMMG/ PROVA:CEGESP

                Considerando a Lei Federal n. 8.429, de 02/06/1992 (dispõe sobre as sanções aplicáveis aos agentes públicos nos casos de enriquecimento ilícito no exercício do mandato, cargo, emprego ou função na administração pública direta, indireta ou fundacional e dá outras providências), marque a alternativa CORRETA:

                SELECT * FROM cy7YrOLN4_learnpress_question_answers WHERE question_id = 10744 ORDER BY "order"

                a) Serão punidos, nos termos da Lei Federal n. 8.429/1992, os atos de improbidade praticados por agente público somente contra a administração direta dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios, de Território.
                b) A posse e o exercício de agente público ficam condicionados à apresentação de declaração dos bens e valores que compõem o seu patrimônio privado, a fim de ser arquivada no serviço de pessoal competente, compreendendo os bens imóveis, móveis, semoventes, dinheiro, títulos, ações, e qualquer outra espécie de bens e valores patrimoniais, localizado no País ou no exterior, exceto os bens e valores patrimoniais em nome do cônjuge ou companheiro função.
                c) Qualquer pessoa poderá representar à autoridade administrativa competente para que seja instaurada investigação destinada a apurar a prática de ato de improbidade, contudo constitui crime específico, previsto na Lei Federal 8.429/1992, a representação por ato de improbidade contra agente público ou terceiro beneficiário, quando o autor da denúncia o sabe inocente.
                d) No caso de enriquecimento ilícito, perderá o agente público ou terceiro beneficiário os bens ou valores acrescidos ao seu patrimônio, não sujeitando, no entanto, o seu sucessor a qualquer cominação ou ônus.

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                  Questão:
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                  QUESTÃO DESATUALIZADA


                  Alternativa A: "Serão punidos, nos termos da Lei Federal n. 8.429/1992, os atos de improbidade praticados por agente público somente contra a administração direta dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios, de Território."


                  ERRADA. Conforme o art. 1º da Lei 8.429/92: "Os atos de improbidade praticados por qualquer agente público, servidor ou não, contra a administração direta, indireta, fundacional ou empresa incorporada ao patrimônio público ou entidade para cuja criação ou custeio o erário haja concorrido ou concorra com mais de 50% do patrimônio ou da receita anual, serão punidos na forma desta Lei". Portanto, não se limita apenas à administração direta (porém o dispositivo foi modificado pela Lei nº 14.230, de 2021).


                   


                  Alternativa B: "A posse e o exercício de agente público ficam condicionados à apresentação de declaração dos bens e valores que compõem o seu patrimônio privado, a fim de ser arquivada no serviço de pessoal competente, compreendendo os bens imóveis, móveis, semoventes, dinheiro, títulos, ações, e qualquer outra espécie de bens e valores patrimoniais, localizado no País ou no exterior, exceto os bens e valores patrimoniais em nome do cônjuge ou companheiro função."


                  ERRADA. Conforme o art. 13 da Lei 8.429/92: "A posse e o exercício de agente público ficam condicionados à apresentação de declaração dos bens e valores que compõem o seu patrimônio privado, a fim de ser arquivada no serviço de pessoal competente." O §1º especifica que "A declaração compreenderá imóveis, móveis, semoventes, dinheiro, títulos, ações, e qualquer outra espécie de bens e valores patrimoniais, localizado no País ou no exterior, e, quando for o caso, abrangerá os bens e valores patrimoniais do cônjuge ou companheiro". Portanto, INCLUI os bens do cônjuge ou companheiro(porém o dispositivo foi modificado pela Lei nº 14.230, de 2021).


                   


                  Alternativa C: "Qualquer pessoa poderá representar à autoridade administrativa competente para que seja instaurada investigação destinada a apurar a prática de ato de improbidade, contudo constitui crime específico, previsto na Lei Federal 8.429/1992, a representação por ato de improbidade contra agente público ou terceiro beneficiário, quando o autor da denúncia o sabe inocente."


                  CORRETA. Conforme o art. 14 da Lei 8.429/92: "Qualquer pessoa poderá representar à autoridade administrativa competente para que seja instaurada investigação destinada a apurar a prática de ato de improbidade." E o art. 19: "Constitui crime a representação por ato de improbidade contra agente público ou terceiro beneficiário, quando o autor da denúncia o sabe inocente."


                   


                  Alternativa D: "No caso de enriquecimento ilícito, perderá o agente público ou terceiro beneficiário os bens ou valores acrescidos ao seu patrimônio, não sujeitando, no entanto, o seu sucessor a qualquer cominação ou ônus."


                  ERRADA. Conforme o art. 8º da Lei 8.429/92: "Art. 8º O sucessor ou o herdeiro daquele que causar dano ao erário ou que se enriquecer ilicitamente estão sujeitos apenas à obrigação de repará-lo até o limite do valor da herança ou do patrimônio transferido.      (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021).





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                  10742
                  ANO:2017 / BANCA:CRS/ ÓRGÃO: PMMG/ PROVA:CEGESP

                  Considerando o estabelecido pela Resolução n. 213, de 15/12/2015 – Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que dispõe sobre a apresentação de toda pessoa presa à autoridade judicial no prazo de 24 horas, marque a alternativa CORRETA:

                  SELECT * FROM cy7YrOLN4_learnpress_question_answers WHERE question_id = 10742 ORDER BY "order"

                  a) Se, por qualquer motivo, não houver juiz na comarca até o final do prazo de 24 horas, a pessoa presa será imediatamente solta, por excesso de prazo.
                  b) A audiência de custódia será realizada na presença do Ministério Público e da Defensoria Pública, mesmo que a pessoa detida possua defensor constituído no momento da lavratura do flagrante.
                  c) Toda pessoa presa em flagrante delito, independentemente da motivação ou natureza do ato, deve ser obrigatoriamente apresentada, em até 24 horas da comunicação do flagrante, à autoridade judicial competente, e ouvida sobre as circunstâncias em que se realizou sua prisão ou apreensão.
                  d) É permitida a presença dos agentes policiais responsáveis pela prisão ou pela investigação durante a audiência de custódia.

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                    QUESTÃO DESATUALIZADA


                    Análise de cada alternativa:


                    Alternativa A: "Se, por qualquer motivo, não houver juiz na comarca até o final do prazo de 24 horas, a pessoa presa será imediatamente solta, por excesso de prazo."


                    ERRADA. A Resolução CNJ nº 213/2015 não prevê a soltura automática por ausência de juiz na comarca. O art. 3º da Resolução estabelece que: " Art. 3º Se, por qualquer motivo, não houver juiz das garantias na comarca ou subseção judiciária, a pessoa presa será levada imediatamente ao substituto legal, observado o disposto no art. 1º. (redação dada pela Resolução n. 562, de 3.6.2024)"


                    Alternativa B: "A audiência de custódia será realizada na presença do Ministério Público e da Defensoria Pública, mesmo que a pessoa detida possua defensor constituído no momento da lavratura do flagrante."


                    ERRADA. O art. 4º da Resolução CNJ nº 213/2015 prevê que: "A audiência de custódia será realizada na presença do Ministério Público e da Defensoria Pública, caso a pessoa detida não possua defensor constituído no momento da lavratura do flagrante." Portanto, havendo defensor constituído, este atuará na audiência, não sendo obrigatória a presença da Defensoria Pública.


                    Alternativa C: "Toda pessoa presa em flagrante delito, independentemente da motivação ou natureza do ato, deve ser obrigatoriamente apresentada, em até 24 horas da comunicação do flagrante, à autoridade judicial competente, e ouvida sobre as circunstâncias em que se realizou sua prisão ou apreensão."


                    CORRETA. Esta alternativa está em conformidade com o art. 1º da Resolução CNJ nº 213/2015: " Art. 1º Determinar que toda pessoa presa em flagrante delito, independentemente da motivação ou natureza do ato, seja obrigatoriamente apresentada, em até 24 (vinte e quatro) horas da prisão em flagrante, à autoridade judicial competente, para realização de audiência de custódia, pública e oral, para o controle da legalidade da prisão. (redação dada pela Resolução n. 562, de 3.6.2024) "


                    Alternativa D: "É permitida a presença dos agentes policiais responsáveis pela prisão ou pela investigação durante a audiência de custódia."


                    ERRADA. O art. 4º, §1º, da Resolução CNJ nº 213/2015 estabelece expressamente que: " § 1º É vedada a presença de quaisquer agentes policiais responsáveis pela prisão ou pela investigação durante a audiência de custódia. (redação dada pela Resolução n. 562, de 3.6.2024) "









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                    10739
                    ANO:2017/ BANCA:CRS/ ÓRGÃO: PMMG/ PROVA:CEGESP

                    Segundo notícias vinculadas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) durante a 223ª Sessão Ordinária, na terça-feira (15/12/2015), foi aprovada, por unanimidade, a Resolução n. 213, que detalha o procedimento de apresentação de presos em flagrante ou por mandado de prisão à autoridade judicial competente, sendo implementada em todo território nacional a partir de 1º de fevereiro de 2016. Durante a Sessão no CNJ, o relator da matéria, Conselheiro Bruno Ronchetti, afirmou que “[…] as audiências de custódia são uma medida simples, mas muito eficaz, e que dá concretude e eficácia aos direitos humanos”. Noticiou ainda o CNJ que o funcionamento da resolução determina a obrigatoriedade da apresentação pessoal do preso em flagrante, como também daquele preso por mandado de prisão, a um juiz no prazo de 24 horas, inclusive em finais de semana e feriados. O texto confirma a necessidade da presença do Ministério Público e do defensor durante a audiência, reafirmando a indispensabilidade do prévio contato entre o preso e seu advogado ou defensor público. O texto também sinaliza que o uso de tornozeleiras eletrônicas como medida alternativa à prisão é excepcional e deve acontecer apenas quando não for possível a concessão de liberdade provisória sem cautelar ou com cautelar menos gravosa. Segundo o texto, a resolução ainda detalha com maior especificidade o papel do juiz durante o ato, oferecendo-lhe protocolos e orientação sobre o modo de atuação judicial. O objetivo foi o de conferir ao magistrado um guia específico para sua intervenção no ato, habilitando-o a atuar com mais segurança e discricionariedade para resguardar direitos e aferir a legalidade estrita do ato de prisão(Texto adaptado da Agência CNJ de Notícias de autoria de Deborah Zampier e Manuel Carlos Montenegro, disponível em http://www.cnj.jus.br/noticias/cnj/81192-aprovada-resolucao-que-regulamenta-as- audiencias-de-custodia, Item 113 – Ato Normativo – 0005913-65.2015.2.00.0000, acessado em 18 de agosto de 2016).

                    Considerando o texto acima e o estabelecido pela Resolução n. 213, de 15/12/2015 – Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que dispõe sobre a apresentação de toda pessoa presa à autoridade judicial no prazo de 24 horas, e em consonância ao estabelecido na Constituição da República Federativa do Brasil (CRFB) de 1988, marque a alternativa CORRETA:

                    SELECT * FROM cy7YrOLN4_learnpress_question_answers WHERE question_id = 10739 ORDER BY "order"

                    a) Segundo o funcionamento da Resolução n. 213-CNJ, de 15/12/2015, é aconselhável a apresentação pessoal do preso, com a maior brevidade possível, salvo nos finais de semana e feriado;
                    b) A prisão, conforme previsão constitucional (art. 5º, LXV e LXVI, da CRFB/1988), é medida extrema que se aplica somente nos casos expressos em lei e quando a hipótese não comportar nenhuma das medidas cautelares alternativas;
                    c) A Resolução n. 213-CNJ, de 15/12/2015, confirma o prévio contato entre o militar e o seu advogado somente durante a audiência;
                    d) Um dos objetivos da Resolução n. 213-CNJ, de 15/12/2015 foi o de conferir aos juízes maior rigor na punição dos policiais militares habilitados para resguardar direitos humanos e, por último, verificar a prisão do conduzido.

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                      GABARITO: B


                       


                      Alternativa "A": "Segundo o funcionamento da Resolução n. 213-CNJ, de 15/12/2015, é aconselhável a apresentação pessoal do preso, com a maior brevidade possível, salvo nos finais de semana e feriado"


                       


                      ERRADA. Segundo a própria notícia e a Resolução 213/2015 do CNJ, a apresentação do preso é OBRIGATÓRIA (não apenas aconselhável) e deve ocorrer INCLUSIVE nos finais de semana e feriados (não há exceção). Art. 1º da Resolução 213/CNJ: "Determinar que toda pessoa presa em flagrante delito, independentemente da motivação ou natureza do ato, seja obrigatoriamente apresentada, em até 24 horas da comunicação do flagrante, à autoridade judicial competente, e ouvida sobre as circunstâncias em que se realizou sua prisão ou apreensão."


                       


                      Alternativa "B": "A prisão, conforme previsão constitucional (art. 5º, LXV e LXVI, da CRFB/1988), é medida extrema que se aplica somente nos casos expressos em lei e quando a hipótese não comportar nenhuma das medidas cautelares alternativas"


                       


                      CORRETA. Está em conformidade com a Constituição Federal, Art. 5º:


                      "LXV - a prisão ilegal será imediatamente relaxada pela autoridade judiciária"


                      "LXVI - ninguém será levado à prisão ou nela mantido, quando a lei admitir a liberdade provisória, com ou sem fiança"


                       


                      Alternativa "C": "A Resolução n. 213-CNJ, de 15/12/2015, confirma o prévio contato entre o militar e o seu advogado somente durante a audiência"


                       


                      ERRADA. A Resolução estabelece a indispensabilidade do PRÉVIO contato entre o preso (não apenas militar) e seu advogado ou defensor público, ou seja, ANTES da audiência, não somente durante ela. Conforme noticiado no texto: " Art. 6º Antes da apresentação da pessoa presa ao juiz, será assegurado seu atendimento prévio e reservado por advogado por ela constituído ou defensor público, sem a presença de agentes policiais, sendo esclarecidos por funcionário credenciado os motivos, fundamentos e ritos que versam a audiência de custódia."


                       


                      Alternativa "D": "Um dos objetivos da Resolução n. 213-CNJ, de 15/12/2015 foi o de conferir aos juízes maior rigor na punição dos policiais militares habilitados para resguardar direitos humanos e, por último, verificar a prisão do conduzido"


                       


                      ERRADA. Segundo o texto, o objetivo da resolução foi conferir ao magistrado um guia específico para sua intervenção no ato, habilitando-o a atuar com mais segurança e discricionariedade para resguardar direitos e aferir a legalidade do ato de prisão. Não há menção a punição de policiais militares.







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                      10737
                      ANO:2017/ BANCA:CRS/ ÓRGÃO: PMMG/ PROVA:CFO

                      Com fulcro na legislação nacional vigente, marque a alternativa CORRETA.

                      SELECT * FROM cy7YrOLN4_learnpress_question_answers WHERE question_id = 10737 ORDER BY "order"

                      a) A Lei n. 11.343/06, ao estabelecer os procedimentos para investigação criminal do tráfico ilícito de drogas, prevê que a autoridade policial poderá, independentemente de prévia autorização judicial e oitiva do Ministério Público, decidir pela não-atuação policial sobre os portadores de drogas, seus precursores químicos ou outros produtos utilizados em sua produção, que se encontrem no território brasileiro, com a finalidade de identificar e responsabilizar maior número de integrantes de operações de tráfico e distribuição, sem prejuízo da ação penal cabível.
                      b) Nos termos da Lei n. 8.429/92, constitui condição de prosseguibilidade a representação, escrita ou reduzida a termo e assinada, de qualquer pessoa ofendida perante a autoridade administrativa competente ou ao Ministério Público, para que haja a instauração do inquérito policial ou procedimento administrativo destinados a apurar a prática de ato de improbidade praticado por qualquer agente público.
                      c) A Lei n. 8.069/90 (Estatuto da Criança e do Adolescente), no lugar do auto de prisão em flagrante estabeleceu o procedimento do auto de apreensão em flagrante do menor, destinado à apreensão da criança ou adolescente autor de ato infracional, ou seja, da conduta descrita como crime ou contravenção penal.
                      d) A “ação controlada” prevista na Lei n. 12.850/13 (Lei de Combate e Repressão ao Crime Organizado), que é uma forma do que a doutrina denomina de “flagrante prorrogado” ou “diferido”, não encontra qualquer vedação expressa quanto à sua aplicação à investigação de crimes militares e independe de prévia autorização judicial e oitiva do Ministério Público para a efetivação da medida pela autoridade policial.

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                        QUESTÃO DESATUALIZADA


                        GABARITO: ALTERNATIVA “D”


                        A questão trata de diversas leis esparsas.


                        Passamos agora à análise das alternativas.


                         


                        ALTERNATIVA “A” – “A Lei n. 11.343/06, ao estabelecer os procedimentos para  investigação criminal do tráfico ilícito de drogas, prevê que a autoridade policial poderá, independentemente de prévia autorização judicial e oitiva do Ministério Público, decidir pela não-atuação policial sobre os portadores de drogas, seus precursores químicos ou outros produtos utilizados em sua produção, que se encontrem no território brasileiro, com a finalidade de identificar e responsabilizar maior número de integrantes de operações de tráfico e distribuição, sem prejuízo da ação penal cabível”. (INCORRETA)


                        Fundamento: art. 53, II, da Lei n. 11.343/06 – 


                        “Art. 53. Em qualquer fase da persecução criminal relativa aos crimes previstos nesta Lei, são permitidos, além dos previstos em lei, mediante autorização judicial e ouvido o Ministério Público, os seguintes procedimentos investigatórios:


                        I - a infiltração por agentes de polícia, em tarefas de investigação, constituída pelos órgãos especializados pertinentes;


                        II - a não-atuação policial sobre os portadores de drogas, seus precursores químicos ou outros produtos utilizados em sua produção, que se encontrem no território brasileiro, com a finalidade de identificar e responsabilizar maior número de integrantes de operações de tráfico e distribuição, sem prejuízo da ação penal cabível.


                        Parágrafo único. Na hipótese do inciso II deste artigo, a autorização será concedida desde que sejam conhecidos o itinerário provável e a identificação dos agentes do delito ou de colaboradores”.


                         


                        ALTERNATIVA “B” – “Nos termos da Lei n. 8.429/92, constitui condição de prosseguibilidade a representação, escrita ou reduzida a termo e assinada, de qualquer pessoa ofendida perante a autoridade administrativa competente ou ao Ministério Público, para que haja a instauração do inquérito policial ou procedimento administrativo destinados a apurar a prática de ato de improbidade praticado por qualquer agente público”. (INCORRETA – ASSERTIVA DESATUALIZADA EM RAZÃO DA NOVA REDAÇÃO DADA PELA LEI Nº 14.230, DE 2021)


                        Fundamento: art. 14, da Lei n. 8.429/92 – 


                        “Art. 14. Qualquer pessoa poderá representar à autoridade administrativa competente para que seja instaurada investigação destinada a apurar a prática de ato de improbidade.


                        § 1º A representação, que será escrita ou reduzida a termo e assinada, conterá a qualificação do representante, as informações sobre o fato e sua autoria e a indicação das provas de que tenha conhecimento.


                        § 2º A autoridade administrativa rejeitará a representação, em despacho fundamentado, se esta não contiver as formalidades estabelecidas no § 1º deste artigo. A rejeição não impede a representação ao Ministério Público, nos termos do art. 22 desta lei.


                        § 3º Atendidos os requisitos da representação, a autoridade determinará a imediata apuração dos fatos, observada a legislação que regula o processo administrativo disciplinar aplicável ao agente.       (Redação dada pela Lei nº 14.230, de 2021)”.


                         


                        ALTERNATIVA “C” – “A Lei n. 8.069/90 (Estatuto da Criança e do Adolescente), no lugar do auto  de prisão em flagrante estabeleceu o procedimento do auto de apreensão em flagrante do menor, destinado à apreensão da criança ou adolescente autor de ato infracional, ou seja, da conduta descrita como crime ou contravenção penal”. (INCORRETA)


                        Fundamento: art. 173, da Lei n. 8.069/90 – O procedimento do auto de apreensão em flagrante do menor SOMENTE ocorre nos casos de violência e grave ameaça:


                        “Art. 173. Em caso de flagrante de ato infracional cometido mediante violência ou grave ameaça a pessoa, a autoridade policial, sem prejuízo do disposto nos arts. 106, parágrafo único, e 107, deverá:


                        I - lavrar auto de apreensão, ouvidos as testemunhas e o adolescente;


                        II - apreender o produto e os instrumentos da infração;


                        III - requisitar os exames ou perícias necessários à comprovação da materialidade e autoria da infração.


                        Parágrafo único. Nas demais hipóteses de flagrante, a lavratura do auto poderá ser substituída por boletim de ocorrência circunstanciada”.


                         


                        ALTERNATIVA “D” – “A ‘ação controlada’ prevista na Lei n. 12.850/13 (Lei de Combate  e  Repressão ao Crime Organizado), que é uma forma do que a doutrina denomina de ‘flagrante prorrogado’ ou ‘diferido’, não encontra qualquer vedação expressa quanto à sua aplicação à investigação de crimes  militares e independe de prévia autorização judicial e oitiva do Ministério Público para a efetivação da medida pela autoridade policial”. (CORRETA)


                        Fundamento: art. 8º, da Lei n. 12.850/13 – 


                        “Art. 8º Consiste a ação controlada em retardar a intervenção policial ou administrativa relativa à ação praticada por organização criminosa ou a ela vinculada, desde que mantida sob observação e acompanhamento para que a medida legal se concretize no momento mais eficaz à formação de provas e obtenção de informações.


                        § 1º O retardamento da intervenção policial ou administrativa será previamente comunicado ao juiz competente que, se for o caso, estabelecerá os seus limites e comunicará ao Ministério Público.


                        § 2º A comunicação será sigilosamente distribuída de forma a não conter informações que possam indicar a operação a ser efetuada.


                        § 3º Até o encerramento da diligência, o acesso aos autos será restrito ao juiz, ao Ministério Público e ao delegado de polícia, como forma de garantir o êxito das investigações.


                        § 4º Ao término da diligência, elaborar-se-á auto circunstanciado acerca da ação controlada.


                        Art. 9º Se a ação controlada envolver transposição de fronteiras, o retardamento da intervenção policial ou administrativa somente poderá ocorrer com a cooperação das autoridades dos países que figurem como provável itinerário ou destino do investigado, de modo a reduzir os riscos de fuga e extravio do produto, objeto, instrumento ou proveito do crime”.


                         

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